A população brasileira cresceu
quatro vezes em 60 anos, passando de 41,2 milhões de habitantes em 1940 para
169,8 milhões em 2000. Nesse período, o país deixou de ser essencialmente rural,
registrando um movimento acentuado de migração para as cidades. Os dados fazem
parte da pesquisa Tendências Demográficas, divulgada hoje (25) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo foi feito com base no
primeiro censo realizado pelo Instituto em 1940 e o último, em 2000.
A pesquisa mostra um país que na época do governo de Getúlio Vargas era
essencialmente rural, com 28,2 milhões de habitantes vivendo no campo em 1940, o
que correspondia a dois terços dos brasileiros. As cidades possuíam apenas 12,8 milhões
de pessoas, número que em 2000 atingiu 137,9 milhões. Assim o grau de
urbanização saltou de 31,3% para 81,2% nos 60 anos contabilizados.
O Amapá, que em 1940 era o estado com a menor população
urbana, apenas 7,1%, em 2000 atingiu 89% de urbanização.
Enquanto que o número de habitantes no Brasil cresceu
quatro vezes nesse período, na região Centro-Oeste, a
população ficou 11 vezes maior.
Nessa região, assim
como na Norte, aponta o levantamento do IBGE, “observou-se a presença de contingentes migratórios, atraídos não só
por uma expansão retardatária da fronteira, como o poder
de atração do entorno de Brasília e Goiânia”.
Os estados de Rondônia e Roraima, que em 1940 não
atingiam 1 hab/km2, foram os que apresentaram os maiores
crescimentos do país, 8% e 6%, respectivamente. Em
decorrência de serem “áreas favorecidas por incrementos
demográficos da expansão da fronteira agrícola, a partir da década de 1970”.
O estudo do IBGE traz, ainda,
informações sobre sexo, idade, cor, religião, nacionalidade, educação,
nupcialidade e grupos de atividades econômicas referentes aos censos.