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25 de Maio de 2007 - 11h52 - Última modificação em 25 de Maio de 2007 - 11h52


População cresce quatro vezes e grau de urbanização chega a 81% em 60 anos

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A população brasileira cresceu quatro vezes em 60 anos, passando de 41,2 milhões de habitantes em 1940 para 169,8 milhões em 2000. Nesse período, o país deixou de ser essencialmente rural, registrando um movimento acentuado de migração para as cidades. Os dados fazem parte da pesquisa Tendências Demográficas, divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo foi feito com base no primeiro censo realizado pelo Instituto em 1940 e o último, em 2000.

A pesquisa mostra um país que na época do governo de Getúlio Vargas era essencialmente rural, com 28,2 milhões de habitantes vivendo no campo em 1940, o que correspondia a dois terços dos brasileiros. As cidades possuíam apenas 12,8 milhões de pessoas, número que em 2000 atingiu 137,9 milhões. Assim o grau de urbanização saltou de 31,3% para 81,2% nos 60 anos contabilizados.

O Amapá, que em 1940 era o estado com a menor população urbana, apenas 7,1%, em 2000 atingiu 89% de urbanização. Enquanto que o número de habitantes no Brasil cresceu quatro vezes nesse período, na região Centro-Oeste, a população ficou 11 vezes maior.

Nessa região, assim como na Norte, aponta o levantamento do IBGE,  “observou-se a presença de contingentes migratórios, atraídos não só por  uma expansão retardatária da fronteira, como o poder de atração do  entorno de Brasília e Goiânia”.

Os estados de Rondônia e Roraima, que em 1940 não atingiam 1 hab/km2, foram os que apresentaram os maiores crescimentos do país, 8% e 6%, respectivamente. Em decorrência de serem “áreas favorecidas por incrementos demográficos da expansão da fronteira agrícola, a partir da década de 1970”.

O estudo do IBGE traz, ainda, informações sobre sexo, idade, cor, religião, nacionalidade, educação, nupcialidade e grupos de atividades econômicas referentes aos censos.



 


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