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Brasília - A autonomia das universidades federais é muito prejudicada pelo controle de orçamento exercido pelo governo, avalia o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Martin Mulholland. “Universidades privadas gozam de plena autonomia de gestão, as públicas
é que tem uma heterogeneidade muito grande. As federais, por exemplo,
não tem controle sobre o seu orçamento, dependem de repasses do governo
para decidir como o dinheiro vai ser aplicado”, disse.
Ele explicou, em entrevista à Agência Brasil, que as
universidades públicas podem ter dois tipos de autonomia: a acadêmica,
segundo a qual as instituições podem decidir sobre os seus próprios
cursos, os conteúdos e suas linhas de pesquisa e a administrativa que
varia de acordo com a política de cada estado ou de cada instituição.
De acordo com ele, os orçamentos não são elaborados pelas
instituições, que dependem da aprovação governamental para fazer
investimentos ou contratar profissionais. “Isso as torna muito mais
lentas e menos eficientes na tomada de decisões”.
Os estudantes universitários que estão ocupando o prédio da reitoria da Universidade Paulista (USP) desde o último dia 3 alegam, entre outras coisas, que cinco decretos assinados, este ano, pelo governador de São Paulo, José Serra, atacam a autonomia universitária. Mulholland explicou que as regras estaduais permitem que essas universidades elaborem seu orçamento, com a possibilidade de que possam se planejar e, principalmente, competir no campo de ciência.
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