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Brasília - O garoto Luís
Henrique Dias Bulhões, de 13 anos, morreu hoje (26), vítima
de um tiro disparado acidentalmente por um policial militar em
Rondonópolis (MT), a 210 quilômetros de Cuiabá.
Outras oito pessoas ficaram feridas pelos disparos, que aconteceram
durante apresentação da PM no Mutirão da
Cidadania, promovido pela prefeitura na periferia da cidade.
A
PM fazia a simulação de um seqüestro com resgate a
vítimas. Segundo informou o secretário de Segurança
Pública do estado, Carlos Brito, alguns policiais puseram
munição de verdade nas armas, ao invés de
festim. Ainda não se sabe quantas armas tinham balas reais.
O
incidente aconteceu quando um grupo da PM negociava a falsa
libertação de um refém dentro de um ônibus.
Os outros policiais, disfarçados de seqüestradores,
atiraram contra os soldados e acabaram provocando os ferimentos e a
morte.
"Houve negligência na aplicação
dos procedimentos. Se os policiais tivessem adotado medidas de
segurança, teriam checado a munição",
admitiu Brito, que falou por telefone à Agência
Brasil.
Segundo informou, todos os sete soldados e um
oficial envolvidos no episódio estão detidos no quartel
até que as investigações sobre o acidente sejam
concluídas. As armas e o ônibus também foram
apreendidos. "Estamos apurando o grau de culpabilidade de todos
os envolvidos. Enquanto isso, eles ficam afastados e detidos",
disse o secretário.
Brito classificou como "fatalidade"
o episódio e disse que não haverá substituição
no comando da PM local. "Por ordem do governador, vamos fazer a
apuração rigorosa do acontecimento". Ele também
garantiu que o governo prestará toda a assistência
necessária às vítimas e aos familiares do garoto
morto.
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