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26 de Maio de 2007 - 17h53 - Última modificação em 26 de Maio de 2007 - 17h53


Policial usa bala de verdade em simulação e mata garoto de 13 anos

Edla Lula
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O garoto Luís Henrique Dias Bulhões, de 13 anos, morreu hoje (26), vítima de um tiro disparado acidentalmente por um policial militar em Rondonópolis (MT), a 210 quilômetros de Cuiabá. Outras oito pessoas ficaram feridas pelos disparos, que aconteceram durante apresentação da PM no Mutirão da Cidadania, promovido pela prefeitura na periferia da cidade.

A PM fazia a simulação de um seqüestro com resgate a vítimas. Segundo informou o secretário de Segurança Pública do estado, Carlos Brito, alguns policiais puseram munição de verdade nas armas, ao invés de festim. Ainda não se sabe quantas armas tinham balas reais.

O incidente aconteceu quando um grupo da PM negociava a falsa libertação de um refém dentro de um ônibus. Os outros policiais, disfarçados de seqüestradores, atiraram contra os soldados e acabaram provocando os ferimentos e a morte.

"Houve negligência na aplicação dos procedimentos. Se os policiais tivessem adotado medidas de segurança, teriam checado a munição", admitiu Brito, que falou por telefone à Agência Brasil.

Segundo informou, todos os sete soldados e um oficial envolvidos no episódio estão detidos no quartel até que as investigações sobre o acidente sejam concluídas. As armas e o ônibus também foram apreendidos. "Estamos apurando o grau de culpabilidade de todos os envolvidos. Enquanto isso, eles ficam afastados e detidos", disse o secretário.

Brito classificou como "fatalidade" o episódio e disse que não haverá substituição no comando da PM local. "Por ordem do governador, vamos fazer a apuração rigorosa do acontecimento". Ele também garantiu que o governo prestará toda a assistência necessária às vítimas e aos familiares do garoto morto.

 


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