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28 de Maio de 2007 - 13h28 - Última modificação em 28 de Maio de 2007 - 13h42


Ministra libera funcionária da Gautama, apesar de ter "mentido" e "omitido" informações no depoimento

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A funcionária da construtora Gautama Tereza Freire Lima, que está entre os acusados da Operação Navalha da Polícia Federal, foi liberada há pouco pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, após depor por cerca de três horas e meia.

Segundo a assessoria de imprensa do STJ, a ministra informou que a depoente conseguiu o alvará de soltura "por não oferecer risco à coleta de provas do inquérito", apesar de ela ter "mentido" e "omitido" informações durante o depoimento.

Até o momento, de todos os acusados que prestaram depoimento no STJ, 40 conseguiram liberdade. Dos que já comparecerem ao STJ, só permaneceram presos o dono da Gautama, Zuleido Veras, dois diretores da empresa, Vicente Coni e Maria Fátima Palmeira, e o funcionário da construtora João Manoel Barros.

No último sábado, Zuleido Veras se recusou a depor no STJ e voltou para a carceragem da Polícia Federal. Ele entrou com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Gilmar Mendes aguarda mais informações ao STJ, antes de decidir se liberta o acusado.

O segundo a depor hoje é Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras, filho do dono da construtora Gautama. Ainda estão previstos os depoimentos de: Henrique Garcia, administrador ligado à Gautama; Abelardo Sampaio Lopes Filho, diretor da construtora e Gil Jacó Carvalho Santos, diretor financeiro da empresa.

Durante a Operação Navalha, a Polícia Federal prendeu 48 suspeitos envolvidos no esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos de obras públicas.



 


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