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Recife - A população de Pernambuco conta, a partir de hoje (28), com o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social. O órgão terá como atribuições a proposição de políticas públicas a serem adotadas pelo governo para enfrentar problemas que atrapalham o crescimento do estado. O conselho será formado por 53 integrantes, incluindo representantes de entidades empresariais, trabalhadores, movimentos de direitos humanos e religiosos, além de professores universitários. Outras 12 vagas ainda serão ocupadas por representantes do interior do estado. Entre os conselheiros, estão o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Amaro Lins, a economista Tânia Bacelar e Aristides Santos, dirigente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco. Segundo a secretária executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, Esther Bemerguy, o novo órgão vai fomentar a troca de experiências com o conselho nacional e contribuir com estratégias que conduzirão o país no futuro. Para o governador Eduardo Campos, o novo órgão vai contribuir para acelerar o desenvolvimento econômico do estado, o 20º colocado no país no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). "Vamos promover com mais rapidez a inclusão das pessoas, o respeito ao meio ambiente e a integração dos que produzem conhecimento. Essa é uma institucionalidade que permitirá a participação da sociedade na definição da pauta do desenvolvimento social”. O modelo do conselho pernambucano é inspirado nas experiências do governo federal e de países como a Itália e a França. De acordo com a representante do conselho federal, o órgão tem inúmeras funções. “Recomendações que foram aproveitas pelo governo federal nos projetos de lei da reforma da previdência e reforma tributária; concessão de crédito em consignação e contribuições para formulação da lei geral da pequena e micro empresa", exemplificou Bamerguy. "Além disso, em agosto de 2005, os conselheiros apresentaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma agenda que pensa o Brasil nos próximos 15 anos, centralizando iniciativas voltadas a redução das desigualdades”.
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