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28 de Maio de 2007 - 11h55 - Última modificação em 28 de Maio de 2007 - 12h29


STJ e Ministério Público devem definir estratégias para investigar Gautama

Kelly Oliveira e Luciana Vasconcelos
Repórteres da Agência Brasil

 
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Brasília - A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon deverá se encontrar amanhã (29) com representantes do Ministério Público Federal para discutir estratégias para investigação patrimonial da construtora Gautama e dos suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes em licitações públicas, deflagrado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.

As informações são do Superior Tribunal de Justiça. Segundo o STJ, a reunião ainda não tem horário marcado e ocorrerá a portas fechadas, já que o inquérito tramita em segredo de Justiça. A reunião ocorrerá depois do encerramento dos depoimentos, previsto para hoje (28).

Desde as 9h, a ministra ouve a funcionária da Gautama Tereza Freire Lima. Deverão depor ainda: Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras, filho do dono da empresa; Henrique Garcia, administrador ligado à Gautama; Abelardo Sampaio Lopes Filho, diretor da construtora e Gil Jacó Carvalho Santos, diretor financeiro da empresa.

As investigações da Operação Navalha, realizadas pela Polícia Federal a pedido do MPF, apontaram 48 supostos envolvidos. Desses, até o momento, 39 já conseguiram a liberdade por meio de alvará de soltura do STJ ou liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda permanecem presos, o dono da Gautama, Zuleido Veras, dois diretores da empresa, Vicente Coni e Maria Fátima Palmeira, e o funcionário da construtora João Manoel Barros.

No último sábado, Zuleido Veras se recusou a depor no STJ e voltou para a carceragem da Polícia Federal. Ele pediu hábeas corpus no Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Gilmar Mendes solicitou mais informações ao STJ, antes de decidir se liberta o acusado.


 


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