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29 de Maio de 2007 - 18h24 - Última modificação em 29 de Maio de 2007 - 18h24


Informação e higiene são as melhores formas de prevenir câncer de pênis, diz urologista

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O câncer de pênis, que hoje acomete cerca de três mil brasileiros, é uma doença que poderia ser facilmente evitável, se os homens tivessem mais informação e higiene.

A afirmação é do presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Sidney Glina. A entidade divulgou hoje (29) o primeiro estudo epidemiológico sobre a doença no país.

“Acho que a higiene vem pela educação. O problema é que o sujeito não se cuida, não se lava, não toma cuidado”, disse. “Quando aparece uma ferida, ele fica com vergonha de mostrar. O principal é educação e informação”.

Ferimentos que não cicatrizam mesmo após tratamento médico; caroços com secreção e mau cheiro; vermelhidão ou coceira duradoura na cabeça do pênis (glande); manchas esbranquiçadas ou surgimento de ínguas no pênis ou na virilha são os sintomas mais comuns de uma doença.

O urologista acrescenta que a forma de prevenção é simples. “Lavar o pênis pelo menos uma vez por dia e depois de cada relação sexual. Lavar sempre que notar alguma alteração ou tiver secreção. Usar preservativo nas relações sexuais e, se tiver alguma lesão, procurar o médico”.

Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) levantados nos últimos cinco anos indicam que a amputação do pênis tem aumentado cerca de 10% ao ano no Brasil. O procedimento é indicado para os casos graves da doença. O maior número de amputações concentra-se no Nordeste.

O estado com maior incidência da doença é São Paulo, onde a taxa é de 24,26% dos casos existentes no país. Em seguida está Ceará (12,87%); Maranhão (10,66%); Rio de Janeiro( 9,19%); e Pará (6,99%).

"A grande maioria das pessoas tratadas em São Paulo veio de fora, principalmente, do Nordeste”, afirmou Glina, acrescentando que a maior demanda vem do Ceará, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Pará e Minas Gerais.

Juntos, os estados do Nordeste apresentam o maior número de casos da doença do Brasil, representando 45% do índice nacional.

Por faixa etária, a incidência é maior entre os brasileiros com mais de 66 anos (39,71%), porque se trata de um tumor que demora tempo para aparecer.

"O que mais chama a atenção é que há 5% dos tumores em pessoas com menos de 35 anos”, observa Glina. “O paciente mais novo que vimos tem 19 anos”.

No mundo, Índia, Brasil e países da África lideram o ranking mundial. Na Índia, a incidência é de 3,32 casos para cada 100 mil habitantes, enquanto a menor incidência é entre os judeus nascidos em Israel, próxima a zero.

Uma das explicações é que a circuncisão em recém-nascidos, uma prática da religião judaica, reduz em quatro vezes a chance de contrair a doença.





 


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