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30 de Maio de 2007 - 18h14 - Última modificação em 30 de Maio de 2007 - 18h14


Ministério estuda criação de programa de atenção à saúde do homem, diz Temporão

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Ministério da Saúde já trabalha na criação de um programa específico de atenção à saúde do homem, conforme sugeriu ontem (29) o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Sidney Glina, diante da elevada incidência de câncer de pênis – depois da Índia, o Brasil é o segundo em número de casos no mundo.

Ao participar hoje (30) da inauguração da primeira Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24 horas do estado, na comunidade da Maré, o ministro José Gomes Temporão lembrou que o projeto sobre atenção à saúde do homem já constava de seu discurso de posse. E informou que o câncer de pênis "é um problema sério que mata cerca de 3 mil homens por ano”.

O ministro destacou ainda a incidência do câncer de próstata e comentou que o homem só procura o serviço de saúde "quando fica doente e não consegue trabalhar – a mulher procura mais". E avaliou que "os homens são menos sensíveis às políticas de promoção da saúde".

A política de atenção à saúde do homem, explicou, terá uma abordagem específica e diferenciada: “Nós já estamos trabalhando na construção dessa política. E acho que a colocação do presidente  da SBU é totalmente pertinente”.

O 1º Estudo Epidemiológico sobre o Câncer de Pênis, divulgado ontem (29) pela SBU, revela que os casos graves da doença no Brasil aumentam 10% a cada ano. O estado com o maior número de casos é São Paulo, onde a taxa é de 24,26%. Seguem-se Ceará (12,87%), Maranhão  (10,66%), Rio de Janeiro (9,19%) e Pará (6,99%).




 


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