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30 de Maio de 2007 - 21h43 - Última modificação em 30 de Maio de 2007 - 21h43


Governo discute metodologia para obter números precisos sobre o trabalho escravo

Gláucia Gomes e Aline Bravim
Da Agência Brasil

 
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Brasília - O Brasil ainda não tem uma metodologia para definir quantas pessoas estão em situação de trabalho escravo, porque em geral esse trabalho "é oculto, por ser considerado crime, o que impossibilita a precisão das estatísticas", disse hoje (30) o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

Durante seminário promovido pela Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), presidida por Vannuchi, para discutir propostas com esse objetivo, o ministro comentou a estimativa de que 25 mil brasileiros sejam explorados durante suas atividades: "A minha preocupação é que a quantidade seja bem maior".

Segundo Vannuchi, o Pará é o estado que mais preocupa o governo e as instituições dedicadas a combater o trabalho escravo, cuja incidência é maior nas atividades de pecuária, fabricação de carvão e colheita de soja.

Para o coordenador-geral da Organização Não-Governamental (ONG) Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, que participou do seminário, um censo seria a melhor forma de chegar mais próximo ao número real desses trabalhadores, apesar de ser caro e inviável.

"É claro que nunca vamos obter números completamente perfeitos, pelo fato de ser um crime. Mas é possível fazer uma estimativa para a elaboração de políticas públicas e para o abastecimento de indicadores que vão apontar se o combate está sendo efetivo ou não”, argumento Sakamoto.

Do debate participaram ainda representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, da Organização Internacional do Trabalho e da Comissão Pastoral da Terra.



 


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