



|
Brasília - O presidente da Associação
Nacional dos Médicos Peritos da Previdência (ANMP), Luiz
Carlos de Teive e Argolo, rebateu há pouco a crítica do
ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, sobre a
paralisação dos médicos peritos. Argolo defendeu
a necessidade de uma declaração pública de
Marinho sobre o papel institucional do médico perito do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Uma paralisação 48
horas teve início hoje (31) com a adesão de médicos
de todo o país em protesto pelo assassinato do médico
José Rodrigues de Souza, esta semana, com um tiro na cabeça
por um segurado do INSS em Patrocínio (MG).
“A população precisa
entender que nós não somos concessores ou negadores
pelo fato do segurado estar ou não doente. A casa nos usa como
escudeiros e por isso nós estamos pagando com as nossas vidas.
Por isso nós pedimos que o senhor [ministro] vá a
público, em rede nacional e diga que vai fazer isso, assim
como queremos uma audiência conjunta com o Presidente da
República”, afirmou Argolo. “Eu fico triste que o enfoque dado
seja o enfoque político, partidário, mesquinho e pobre.
Nós não precisamos de louros, de dividendos advindos
de uma tragédia.”
O assassinato de José
Rodrigues de Souza é o segundo em menos de um ano. Em setembro
de 2006, a perita Cristina Felipe da Silva foi assassinada na porta
de casa, em Governador Valadares (MG). De acordo com ANMP, depois
disso, os peritos decretaram greve por tempo indeterminado, mas,
retomaram ao trabalho após três dias de paralisação
por que o ministério se comprometeu a cumprir uma série
de reivindicações.
O presidente da associação
indagou se será preciso novas mortes para se ter novas
conversas sobre itens de segurança. Segundo a ANMP, ao todo
são 4,8 mil médicos peritos divididos nas 1,3 mil
agências da Previdência Social do país.
De acordo com Argolo, entre as
medidas acordadas com o ministério estão itens de
segurança como portas detectoras de metais em todas as
agências da Previdência Social (APS), circuito fechado
de TV, entrada exclusiva para os servidores, melhores condições
dos consultórios, alarmes sonoros e luminosos,
intercomunicadores e o envio do comunicado de resultado de
requerimento pelo correio.
“Desses itens apenas o comunicado
foi implantado em outubro para parte dos segurados - desempregados e
autônomos – que recebem, pelo correio, em sua residência.
E teria que estudar para ser implementado também para os
empregados, visto que o momento de agressão, de intimidação
e de coação ao perito é o momento em que se
entrega o resultado do requerimento.”
|
|