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Rio de Janeiro - O procurador da República André de
Vasconcelos Dias encaminhou hoje (4) à Vara Federal de Angra
dos Reis uma ação para que a prefeitura de Paraty, no
sul fluminense, aprove somente os projetos e obras que tenham
autorização prévia do Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão
que protege o patrimônio do município desde
1974.
Segundo o procurador André de Vasconcelos Dias,
no início deste ano foi aprovado na Câmara Municipal de
Paraty o plano diretor do município, que não teria sido
autorizado pelo Iphan.
No início da década de
1980, o Iphan e a prefeitura de Paraty estabeleceram critérios
para o uso e a ocupação do solo, respeitando os
parâmetros federais de proteção do patrimônio
tombado. O procurador André de Vasconcelos Dias afirmou que
essas determinações vêm sendo sistematicamente
infringidas desde 2000 e argumentou que o objetivo da ação
é proteger o patrimônio histórico e cultural da
cidade.
"O que se quer é que o município de
Paraty respeite a lei e observe os critérios federais de
proteção do patrimônio tombado porque todo o
município de Paraty é tombado. O que se quer é
que o município respeite as normas que fazem Paraty ser o que
é hoje, atraindo tantos turistas, até para que a cidade
possa pleitear a concessão do título de patrimônio
da humanidade da Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura]", informou o procurador.
O
secretário executivo da Prefeitura de Paraty, Jorge Porto,
defendeu-se, afirmando que a gestão atual não aprovou
obras com irregularidades e que a fiscalização do Iphan
se restringe ao centro histórico da cidade, não abrange
o município inteiro.
"No nosso governo, eu tenho
certeza que não, mas existem algumas irregularidades
decorrentes de autorizações dadas em governos
anteriores", alegou o secretário.
O procurador
André de Vasconcelos Dias informou que consta, na ação
encaminhada hoje, o pedido de uma multa diária de R$ 50 mil se
a ordem judicial for descumprida pela prefeitura de Paraty. Ele
também afirmou que as construções irregulares
feitas com a aprovação da prefeitura serão
analisadas individualmente.
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