Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
9 de Junho de 2007 - 17h48 - Última modificação em 9 de Junho de 2007 - 17h48


Tradutores da Língua Brasileira de Sinais querem a regularização da profissão

Grazielle machado
Da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - Intérprete de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) faz tradução em debate sobre profissionalização da categoria, na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac)
Brasília - Intérprete de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) faz tradução em debate sobre profissionalização da categoria, na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac)
Brasília - Tradutores e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) reuniram-se este final de semana, em Brasília, para discutir a regularização da profissão. Em 2002, foi aprovada a Lei que reconhece a Libras como língua oficial dos surdos no Brasil e em 2005 o governo federal assinou sua regulamentação, tornando obrigatória, entre outras coisas, a inclusão de intérpretes em salas de aulas de todos os níveis da educação.

Mesmo com o reconhecimento da Libras e da obrigatoriedade de intérpretes em salas de aula, a profissão ainda não é reconhecida no Brasil. Também não existe um curso específico, ou reconhecido pelo Ministério da Educação, para a formação de tradutores e intérpretes.

A regularização é fundamental para os profissionais da área, afirma o presidente local da Associação dos Profissionais Tradutores/Interpretes de Língua Brasileira de Sinais (Apil), Alessandro de Assis Rocha, ele compara os tradutores de Libras com tradutores de outras línguas já estabelecidas.

“Assim, como já acontece com os tradutores de língua estrangeira eles são reconhecidos, quando vem uma pessoa de fora ele é chamado um tradutor. Existem milhões de surdos no Brasil e nós somos chamados para isso, mas não somos reconhecidos”, afirma Alessandro..

O linguista e formador de intérprete norte-americano, Aron Rudner, concorda com a luta dos tradutores e interpretes para o reconhecimento profissional e afirma que o Brasil está no caminho certo. Para ele é fundamental investir na formação desses profissionais.

“Nos EUA a formação de intérpretes em um nível profissionais começou nos anos 70. Quando o governo americano iniciou o processo de inclusão, passando as crianças surdas para as escolas comuns, surgiu a necessidade de formação profissional. O governo investiu cerca de US$ 25 a 30 milhões para estabelecer cursos profissionalizantes”, disse Rudner.

De acordo com o IBGE atualmente existem seis milhões de surdos do país. Essa parcela da população é carente de informação, ensino e tem muita dificuldade para se comunicar, reclama a intérprete e instrutora de libras, Marisa Lima, que traduz todas falas ao vivo do presidente Lula.

“O mundo do surdo é muito fechado, porque a falta de informação é falta de vida. O interprete é a voz do surdo”, denuncia Marisa. Ela acrescenta ainda que os professores do Brasil não estão preparados para ensinar alunos com deficiência auditiva, “até porque não existe formação na área”, completa.

As discussões acontecem até amanhã (9), no auditório do Senac, em Brasília, durante o 1º Encontro dos Profissionais Tradutores/Intérpretes de Língua Brasileira de Sinais do DF e Entorno.


 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

  •   VÍDEO

    Libras completa cinco anos

    Libras completa cinco anos como língua oficialmente reconhecida. Quase seis milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência auditiva

    Vestibular Libras

    Prova para licenciatura em língua de sinais na UnB teve participação de 570 pessoas com deficiência visual e auditiva

 

O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina