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10 de Junho de 2007 - 19h18 - Última modificação em 10 de Junho de 2007 - 19h19


Congresso do MST vai definir programa de política agrária

Daniel Merli e Marcos Chagas
Repórteres da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na fila da comida, em torno do Estádio Mané Garrincha. Na segunda-feira, começa o 5º Congresso do MST, para definir as estratégias do movimento para os próximos cinco anos
Brasília - Militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na fila da comida, em torno do Estádio Mané Garrincha. Na segunda-feira, começa o 5º Congresso do MST, para definir as estratégias do movimento para os próximos cinco anos
Brasília - O 5º Congresso Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que começa amanhã (11) em Brasília, vai apresentar um programa de política agrária. "Esse projeto vem sendo construído nas nossas bases há dois anos e o congresso vai receber as propostas", explica uma das coordenadoras nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Marina dos Santos.

O documento servirá, segundo ela, de base para as negociações com o governo federal e também será divulgado à sociedade como plataforma de alternativas do movimento. "Vai ter uma avaliação de como está o campo hoje e as propostas nossas de reforma agrária".

Marina considera que o governo faz reforma agrária "apenas como uma medida paliativa de distribuição de terras". O documento do MST, segundo ela, vai propor "um amplo programa de distribuição de terras e com financiamento que melhora realmente a vida da população do campo. O programa propõe "fortalecer a agricultora camponesa e ter recursos de fato destinados para os moradores do campo na área da saúde, educação, lazer e geração de renda".

"Que seja um projeto que, realmente, esteja baseado na produção de alimentos sem o uso de adubos químicos e sem agrotóxicos, respeitando as pessoas e nossa biodiversidade", afirmou a coordenadora do MST.

O avanço do agronegócio no país, principalmente com a participação cada vez maior de empresas transnacionais, também deverá ser um dos principais temas de pauta do Congresso, segundo Marina.


 

  •   VÍDEO

    MST Unaí

    Estudo mostra que trabalhadores bóias-frias vivem em condições piores que os sem-terra, principalmente em relação à segurança alimentar e à saúde

    Reforma agrária

    Entre 2003 e 2006, foram assentadas em todo o país 381 mil famílias, número próximo à meta de 400 mil, fixada pelo governo. A informação, do Incra, é contestada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)

 

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