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10 de Junho de 2007 - 14h32 - Última modificação em 10 de Junho de 2007 - 14h32


Ambientalista vê amadurecimento da Petrobras com criação de Centro na Amazônia

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - É preciso reconhecer que a Petrobras vem aprendendo com os erros – desde a década de 70, quando iniciou suas atividades na Amazônia – e com isso vem crescendo e amadurecendo no processo de relacionamento com a sociedade e o meio ambiente. A avaliação é do ambientalista Adilson Vieira, secretário geral do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), que forma uma Rede de Tecnologia Social representando 623 instituicões, de 18 regionais presentes em nove estados da Amazônia.

Para Vieira, o lançamento do Centro de Excelência Ambiental da Amazônia, como parte das comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente (5), ajudará as comunidades locais para o desenvolvimento de tecnologias sociais e também a difusão dessas tecnologias.

"O Centro poderá ser um instrumento muito importante tanto para o desenvolvimento sustentável, quanto para a preservação do meio ambiente. Ao contrário de algumas empresas que erram e continuam errando – e não se abrem para uma crítica construtiva – a nossa análise é de que a Petrobras vem procurando melhorar a sua atuação", disse.

E citou a construção do gasoduto Urucu-Coari-Manaus como exemplo do amadurecimento da empresa. "Houve vários problemas no primeiro trecho da obra, que liga a província petrolífera de Urucu ao município de Coari, mas a Petrobras sempre se colocou à disposição para o diálogo, para a construção de novas parcerias com a comunidade. No segundo trecho, os erros não se repetiram".

Vieira lembrou a questão da malária – o represamento de pequenos igarapés na construção do gasoduto formou poças e elevou a incidência da doença na região de Coari. Comunidades tradicionais foram afetadas, inclusive por falta de água de qualidade para consumir. "Nesta fase agora, tudo foi discutido e estudado, como a preservação dos cursos d'água pela nova tecnologia  de construção: os dutos passam sob os pequenos rios e, sem o represamento, não há desenvolvimento do mosquito vetor da doença", disse.

Ele ressaltou, porém, que "sempre vai haver impacto ambiental em obras dessa dimensão, por isso é necessário o estudo preliminar".



 


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