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Rio de Janeiro - O chefe da representação do Ministério da Cultura no Rio, Adair Leonardo Rocha, está otimista com a reunião desta semana com representantes dos funcionários, em greve desde o dia 15 de maio passado. Na próxima quinta-feira (14) haverá uma nova reunião em Brasília entre o comando de greve nacional e o Ministério do Planejamento. Rocha espera que seja apresentada uma contraproposta do governo aos servidores da Cultura. Na última semana foi realizado encontro entre as partes, mas não houve avanços.
Adair Rocha acredita que enquanto não se chegar a um consenso entre os grevistas e o governo, nada poderá ser feito para minimizar os problemas acarretados à população e os prejuízos ao próprio Ministério através da suspensão de algumas exposições e a não realização de programações que estavam previamente estabelecidas. “Qualquer outra coisa seria tapar o sol com a peneira e isso não funciona”, analisou. Segundo Rocha, os prejuízos acarretados pela greve ao Ministério da Cultura não são materiais, mas intangíveis.
Além da representação regional do MINC, estão paralisadas as atividades no Rio de Janeiro dos órgãos vinculados à pasta, entre os quais a Biblioteca Nacional, a Fundação Nacional de Artes(Funarte), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan), além da representação da Fundação Cultural Palmares. No âmbito do Iphan, a greve é geral nos museus e unidades especiais subordinados ao órgão, como o Museu de Belas Artes, o Museu Histórico Nacional, Museu Chácara do Céu, Museu Casa de Benjamin Constant, Museu da República, Museu do Folclore, Museu Villa Lobos, Museu do Açude, Paço Imperial, citou Santiago.
A Fundação Casa de Rui Barbosa é a única instituição da Cultura no Rio de Janeiro que não aderiu à paralisação, que prossegue por tempo indeterminado.
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