Apesar de ter apresentado atestado médico na sexta-feira (8), o delegado da Polícia Federal (PF) Aldo Brandão depôs hoje (11) na superintendência da PF, em Campo Grande (MS). Brandão foi ouvido pelo delegado responsável pelo inquérito, Alexandre Custódio, por cerca de uma hora. Ele é suspeito de ter passado informações a integrantes de quadrilha que atuava ilegalmente com jogos eletrônicos. Segundo a PF, o vazamento teria envolvimento com a Operação Artêmis 3, realizada no dia 4 de abril para apreender máquinas caça-níqueis.

Inicialmente, o depoimento do delegado estava previsto para a manhã de hoje, mas em virtude do seu não comparecimento e da entrega de um atestado médico com licença de 30 dias para tratamento de uma provável crise de depressão, a assessoria da PF chegou a anunciar que ele não iria depor. No entanto, Brandão chegou à tarde para depor, acompanhado por seu advogado.

Hoje, já foram ouvidos o delegado da Polícia Civil, Marcelo Vargas, que teria deixado de fiscalizar devidamente casas de jogos ilegais, e o coronel da Polícia Militar, Marcos David dos Santos, também acusado de possível envolvimento com o esquema jogos ilegais.

A assessoria de imprensa da Polícia Federal também tinha divulgado anteriormente que um acordo entre o delegado e o Ministério Público Federal havia decidido que acareações seriam feitas somente em juízo. Contudo, a assessoria do Ministério Público Federal negou a informação.