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Rio de Janeiro - A Petrobras estuda a criação de um selo de qualidade para o álcool, a ser produzido no país e lançado no mercado internacional. De acordo com o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, o objetivo é garantir que produtores de cana-de-açúcar e de álcool trabalhem segundo a legislação trabalhista e não contratem mão-de-obra escrava ou infantil. “Não podemos descuidar do nosso papel social, daí a idéia de criar um selo de qualidade. Também consideramos que a padronização do etanol é uma questão fundamental. Trabalharemos para que a produção de cana-de-açúcar ocorra dentro dos padrões ambientais e sociais da Petrobras. Barbassa também informou que a empresa pretende fechar negociações com os produtores para a criação de uma banda para os preços do combustível. A finalidade é garantir o cumprimento dos contratos de fornecimento do álcool de longo prazo. “Nossa idéia é criar um preço mínimo e um teto para o preço do álcool, garantindo tanto a remuneração do produtor como o fornecimento aos países que assinarem contratos de longo prazo com a Petrobras”. Embora a Petrobras tenha embarcado uma pequena carga de etanol para o Japão, o diretor disse que até o momento não há um contrato definido para a exportação de cargas maiores, já que existem dificuldades por não haver ainda um mercado mundial do álcool. “Estudamos um modelo para viabilizar as nossas exportações de álcool para o Japão. São contratos de longo prazo e o volume é muito grande, uma vez que os japoneses querem utilizar o nosso etanol na geração de energia elétrica", afirmou Barbassa. "O Japão foi o primeiro país a assinar contratos de longo prazo para a compra de GNL [gás natural liquefeito] e acreditamos que a experiência poderá ser de muita utilidade”. A intenção da estatal é chegar a 2011 exportando cerca de 3,5 bilhões de litros de etanol. Atualmente as exportações de álcool da companhia não chegam a 150 milhões de litros por ano, dos quais cerca de 120 milhões são embarcados para a Venezuela.
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