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12 de Junho de 2007 - 19h41 - Última modificação em 12 de Junho de 2007 - 19h42


Coordenadora aponta educação como saída para a erradicação do trabalho infantil

Gláucia Gomes
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Investir “maciçamente” em educação e conscientizar a sociedade para necessidade de se derrubar o “mito” de que o trabalho infantil é uma saída para a criança pobre. Estas são as sugestões da  procuradora regional Jane Araújo Santos Vilani, do Ministério Público do Trabalho, para a erradicação do trabalho infantil.

Também coordenadora nacional de Combate ao Trabalho da Criança e do Adolescente do MPT, ela afirmou que "é preciso melhorar a renda das famílias mais pobres, para que elas não se sintam compelidas a empurrar seus filhos precocemente para o trabalho; qualificar e profissionalizar os pais dessas crianças, porque não basta a transferência de renda as famílias e ponto final; e é preciso o investimento maciço em educação – se tivéssemos que resumir a saída para a problemática do trabalho infantil em uma única palavra, nós diríamos que ela é a educação”.

Vilani destacou nessa área a necessidade de um ensino gratuito de qualidade, com escolas em tempo integral, atraentes e inclusivas, para proteger as crianças da marginalidade, do próprio trabalho infantil, do assédio das drogas e da violência sexual. “É preciso conscientizar todos os setores da população e não apenas investir em crescimento econômico, como se ele por si só resolvesse todas as mazelas ligadas ao trabalho infantil. É preciso investir na área social, é preciso investir em educação e ter planos a médio e longo prazo, para que essa questão seja resolvida”.

Segundo a procuradora, o mérito do Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, lançado em 2004, é o de congregar todas as entidades governamentais e sindicais que lidam com o assunto. Ela lembrou que o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) atende a menos de um milhão de crianças, "quando as estatísticas oficiais apontam 3 milhões que precisam ser atendidas".

Também no Distrito Federal, a coordenadora do Projeto Catavento para Combate das Piores Formas de Trabalho Infantil, Milda Moraes, destacou que foram retiradas "efetivamente do trabalho infantil 80 crianças, que estão matriculadas e freqüentam a escola, e cujas famílias recebem uma complementação à renda".

O projeto atende aos que trabalham nos lixões e nas ruas de Ceilândia, cidade satélite a mais de 20 quilômetros de Brasília. E  foi criado conforme as estratégias do Plano Nacional, que incluem atendimento sócio-educativo e inserção das famílias no mercado de trabalho, por meio de cursos de qualificação profissional.

No Distrito Federal, lembrou, os índices são os mais baixos da federação, mas cerca de 7,5 mil crianças trabalham. 

 


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