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14 de Junho de 2007 - 22h25 - Última modificação em 14 de Junho de 2007 - 22h26


Em São Paulo, comando de greve aponta adesão de 95% dos servidores da Cultura

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Cerca de 95 % dos servidores paulistas do Ministério da Cultura permanecem em greve desde o dia 15 de maio. A informação é de Ana Paula Nunes, que trabalha na Cinemateca Brasileira e faz parte do Comando Nacional de Greve. 

Segundo a servidora, estão em greve funcionários do Museu Lasar Segall, da 9ª Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e da Cinemateca Brasileira.

Rafael Messias Filho, que trabalha na Cinemateca há 23 anos, disse que o Plano Especial de Cargos acordado em dezembro de 2005, e ainda não implementado, prevê que se possa “estabelecer uma carreira para os funcionários do Ministério da Cultura e que seja refeita a tabela salarial, já que nosso salário é composto de uma remuneração muito baixa, variando dentro do Ministério de R$ 79 a R$ 565, e de várias gratificações, o que não garante que você consiga uma aposentadoria com todas essas gratificações”.

Ele citou como exemplo a Cinemateca, onde "temos cerca de 100 funcionários e dois terços deles são terceirizados – por isso também reivindicamos que o governo abra concurso público, para que essas pessoas possam continuar trabalhando”.

De acordo com o funcionário, apesar da greve, os serviços essenciais de cuidados com o patrimônio, como a preservação do acervo da Cinemateca Brasileira, com mais de 100 mil títulos de filmes, estão sendo realizados.



 


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