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14 de Junho de 2007 - 19h48 -
Última modificação
em 14 de Junho de 2007 - 22h01
Presidente Lula inaugura plataforma P-52 em Angra dos Reis
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
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Ricardo Stuckert/PR
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Angra dos Reis (RJ) - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, vistoriam obras das plataformas P-51 e P-52.
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Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, onde batizou a plataforma P-52, a primeira a ser construída no país depois da determinação do governo federal de utilizar o maior índice de conteúdo nacional possível.
Lula chegou acompanhado do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e do governador Sérgio Cabral Filho, sendo recepcionado pelos metalúrgicos do estaleiro, a quem deu autógrafos, recebendo em troca abraços e apertos de mãos. Em discurso, disse que deseja construir no Brasil novas plataformas.
"O que nós queremos é que a Petrobras negocie com as empresas, com a seriedade que sempre negociou, mas tendo um rumo – nós precisamos, mais do que queremos, que a P-56 seja feita aqui. E tem a reforma da P-53. Logo, a Petrobras vai pensar nas 57, 58, 59, 60, 61. Logo, vocês vão estar produzindo essa coisa tão extraordinária. E outros países do mundo vão falar: 'Bom, vamos comprar plataformas, vamos encomendar do Brasil", afirmou o presidente.
A P-52 é considerada pela estatal um marco na engenharia naval do país, por possuir índice de nacionalização de 76% - o maior já registrado na história da indústria naval brasileira e que atende aos requisitos de nacionalização determinados pelo governo.
Destinada ao Campo de Roncador, na Bacia de Campos, a P-52 produzirá 180 mil barris diários de petróleo, ao atingir plena capacidade, e contribuirá decisivamente para a manutenção da auto-suficiência do país.
O casco da unidade, o entanto, foi construído em Cingapura e o custo total da obra, incluindo a fase de montagem e instalação de equipamentos, ficou, segundo a assessoria de imprensa da Petrobras, em cerca de US$ 1 bilhão.
Durante a fase de obras no Brasil, a plataforma gerou 12.500 empregos diretos e indiretos. Além dos 180 mil barris de petróleo a serem extraídos quando operando a plena carga, a unidade também fará a compressão de 9,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
No campo de Roncador, a unidade ficará ancorada a 125 quilômetros do litoral, a uma profundidade de 1.800 metros da lâmina d'água.
A matéria foi atualizada
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