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14 de Junho de 2007 - 16h08 - Última modificação em 14 de Junho de 2007 - 16h08


Forças Armadas emprestarão equipamentos à polícia do Rio, mas militares ainda não foram autorizados a patrulhar ruas

Vitor Abdala e Aline Beckstein
Repórteres da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Ministério da Defesa informou hoje (14), em nota à imprensa, que intensificará a colaboração com as autoridades de segurança pública do Rio de Janeiro. Segundo a nota, as Forças Armadas emprestarão fuzis automáticos, lanchas de patrulha e helicópteros para as polícias fluminenses e para as tropas da Força Nacional de Segurança (unidade vinculada ao Ministério da Justiça) que estão no estado.

O acerto foi feito em uma reunião do chefe do Estado-Maior de Defesa, tenente-brigadeiro-do-ar Cleonilson Nicácio Silva, com o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, na manhã de hoje, no Rio. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa, a cooperação entre o governo do estado e os militares deve ser ampliada também na área de inteligência.

No entanto, o uso das Forças Armadas no patrulhamento das ruas do Rio de Janeiro, pedido em abril pelo governo do estado, ainda não foi autorizado pela União. Segundo o Ministério da Defesa, os militares só podem participar do policiamento de rua se o governo do estado reconhecer, oficialmente, que os meios existentes de segurança pública (polícias) não são capazes de garantir a lei e a ordem. Isso, até agora, não foi feito, segundo a assessoria de imprensa do Ministério.

Depois da reunião, o secretário José Mariano Beltrame disse que conversaria com o governador Sergio Cabral sobre o encontro com o representante do Ministério da Defesa. O próximo passo é o governo do estado preparar um relatório detalhando as necessidades de equipamentos que serão pedidos às Forças Armadas.

Beltrame disse que não iria se manifestar sobre o conteúdo do relatório até a avaliação de Cabral. “Nós fizemos a análise técnica sobre esse assunto, mas a análise política cabe ao governador, porque esse procedimento foi gerenciado e demandado por ele, que irá se manifestar sobre o relatório”,  justificou.



 


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