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Brasília - O
secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Silas Brasileiro, anunciou hoje (15) que o governo vai destinar R$ 200 milhões para
ajudar os produtores de café prejudicados pela queda do dólar. Segundo o secretário, o
objetivo é evitar a perda de renda dos cafeicultores ao exportar
ou vender seus produtos, já que os
insumos foram comprados quando a moeda norte-americana estava mais cara e,
agora, vão ter que vender com o dólar
em baixa.
Durante
o anúncio, Silas Brasileiro ressaltou que a medida mostra, mais uma vez, que o
presidente Lula tem preocupação com o crescimento do país, ao gerar renda para
o setor. "Não se faz política agrícola sem uma política financeira",
disse.
Os
recursos para os produtores estarão disponíveis através do Prêmio Equalizador
Pago ao Produtor (Pepro). O mecanismo, já usado para socorrer produtores de
outras lavouras, é inédito para o café e vai garantir preço mínimo de R$ 300
por saca de café arábica, informou o secretário. No caso do
café, o preço de referência será de R$ 300. O agricultor entra no leilão e, se vender a saca abaixo do
que foi estabelecido no Pepro, recebe um prêmio para completar os R$ 300.
O prêmio
máximo para compensar os cafeicultores é de R$ 40 por saca, e o primeiro leilão,
que será realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), está
marcado para o próximo dia 27, com previsão de oferta de 4
milhões de sacas. O leilão
seguinte foi marcado para 11 de julho, com 1 milhão de sacas. Se
necessário, o governo fará outro leilão, embora não se pretenda comercializar mais do que 5 milhões de sacas. O limite por produtor é
de 300 sacas e, para as cooperativas, também de 300 sacas por associado ativo,
nos dois leilões.
De acordo com o
presidente da Conab, Jacinto Ferreira,
a medida é apenas uma garantia, pois existe a possibilidade de os recursos não serem liberados devido à reação dos preços, já que, em dezembro passado, a saca estava
cotada a R$ 310. "Você coloca
em leilão, mas se, na época da venda, o produto alcançar o preço de R$ 300, o
prêmio para o produtor vai ser zero", afirmou.
Dados
divulgados pelo Ministério da Agricultura mostram que
atualmente o agronegócio do café emprega no Brasil 8,4 milhões de pessoas. No
mundo, de acordo com dados da Organização Internacional do Comércio, também
divulgados pelo ministério, são 500 milhões de trabalhadores.
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