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18 de Junho de 2007 - 18h05 - Última modificação em 18 de Junho de 2007 - 18h52


Resultado do PIB mostra rota de crescimento sustentável do país, diz presidente do Banco Central

Fl´via Meirelles
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, voltou a afirmar hoje (18) que os números do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas do país) do segundo trimestre mostram "claramente" que o Brasil está em uma rota de crescimento sustentável, sendo que a "força" do investimento e do consumo das famílias são dois componentes essenciais para a continuidade do crescimento.

"O importante é que isso seja sustentável. Estamos vendo os analistas que estão revisando suas projeções de crescimento para 2007 para cima. Em resumo acho que estamos na rota correta”, disse, em palestra na Câmara Americana de Comércio (Amcham).

Segundo ele, o setor externo teve uma contribuição negativa para o câmbio. Embora haja margem para o ajuste, tempo para isso dependerá das condições internacionais.

“O mais importante é que, ao contrário do passado, quando isso acontecia, hoje não temos mais o risco de uma crise. O Brasil tem condições e tempo para aumentar o investimento, a produção e com o tempo ir fechando essa contribuição negativa”.

Sobre o impacto das medidas anunciadas pelo governo no último dia 8 para frear a valorização do real frente ao dólar norte-americano, Meirelles afirmou que as ações eram "prudenciais" e que as expectativa não era influenciar a queda do dólar.

"É preciso entender que os fatores hoje no Brasil são globais e que eventos no mundo inteiro influenciam as cotações no Brasil, que está cada vez mais inserido na economia mundial”.

Por fim, Meirelles ressaltou que a previsibilidade atingida pelo Brasil com a estabilidade econômica garante mais investimentos estrangeiros. "No momento em que o Brasil é um país com inflação na meta e com previsões de que continuará na meta nos próximos anos, com saldo comercial sólido, reservas internacionais crescentes, situação fiscal sólida, relação dívida/PIB caindo, tudo isso faz com que a situação do Brasil seja muito mais previsível. Portanto, os investimentos aumentam, inclusive os investimentos estrangeiros”.



 


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