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São Paulo - O número de refugiados no mundo cresceu pela primeira vez em cinco anos e soma atualmente mais de 14 milhões de pessoas sob acompanhamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e da Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (Unrwa). O balanço foi anunciado hoje (20), Dia Mundial do Refugiado, pelo Acnur e pelo Comitê Nacional Para os Refugiados (Conare), vinculado ao Ministério da Justiça, em São Paulo.
"A situação é difícil e sofrida, mas infelizmente grande parte dos africanos que aqui chegam vêm fugindo da miséria que existe lá", afirma a coordenadora-geral da Conare, Nara da Silva. "O processo de refúgio é um processo traumático. Não é como o imigrante, que decide ir morar no Brasil porque consegue um trabalho. É um processo traumático", afirma o representante do Acnur no Brasil, Luis Varese.
No ano passado, a quantidade de refugiados sob mandato do Acnur cresceu 14% e atingiu quase 10 milhões de pessoas. Segundo o representante desse comissariado no Brasil, Luís Varese, a principal causa do aumento é o conflito no Iraque, que gerou 1,2 milhão de refugiados na Síria e Jordânia.
Os principais grupos étnicos dos refugiados no mundo são os afegãos e iraquianos; são 2,1 milhões e 1,5 milhão de pessoas, respectivamente, que deixaram seus países no ano passado. O país que mais acolheu refugiados no mundo foi o Paquistão, que recebeu cerca de 1 milhão de pessoas em 2006.
A Acnur também assiste outros casos de pessoas com temor de perseguição fundamentado e que não são consideradas refugiadas. Na Colômbia, 3 milhões de pessoas deixaram seus locais de origem devido a algum tipo de perseguição ou ameaça. Na Europa e África, 299 mil e 159 mil pessoas, respectivamente, enquadraram-se nesse grupo e solicitaram entrada nos programas de refúgio das Nações Unidas.
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