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Brasília - Os controladores e os técnicos não inventam problemas – os problemas de fato existem, disse hoje (20) a deputada Luciana Genro (P-SOL-RS), integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, após ouvir os funcionários do Cindacta 1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) sobre as condições de trabalho deles.
Segundo a deputada, os técnicos de manutenção informaram que "os equipamentos apresentam muitos problemas e que eles consertam um, mas logo outro apresenta defeito". Já os controladores "mostraram que há queda no sistema, falta de nitidez na tela do radar, deficiência na sequência, entre outros".
Luciana Genro disse que antes do acidente com o Boeing da Gol, em setembro passado, os controladores aceitavam trabalhar com esses problemas, mesmo correndo riscos. "Com o acidente, eles resolveram não correr mais esses riscos e exigiram trabalhar dentro da normalidade dos padrões máximos de excelência", contou, e explicou que quando surgem problemas os técnicos aumentam o tempo entre as decolagens.
"O sofrimento da população nos aeroportos não é marcado por má vontade dos controladores. Ele é causado por deficiências no sistema, que precisam ser resolvidas para atingir os padrões de qualidade", lembrou.
Os técnicos esclareceram, segundo ela, que os problemas ocorridos ontem (19) foram falta de foco nos consoles de Brasília, no radar de Três Marias e no Rio de Janeiro.
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