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Brasília - O desafio de implantar políticas públicas no semi-árido nordestino não é apenas do governo federal – os agricultores familiares devem estar dentro do processo de formatação dessas políticas e precisam ser ouvidos. A afirmação é do sociólogo Eric Sabourin, pesquisador do Centro de Cooperação Internacional de Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad). Em palestra no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na quinta-feira (21), dentro de um ciclo promovido pela coordenação do programa Garantia-Safra, da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, ele destacou: “A corrida é dupla, tanto para as organizações dos agricultores familiares como para o governo federal. Alguns passos pertinentes e prioritários já passam por estudos, pois a intenção é aproximar as políticas públicas da realidade”.
A chefe da Divisão de Desenvolvimento e Política Agrária do Incra, Sílvia Barguil, lembrou que o objetivo das palestras foi o de esclarecer peculiaridades da região, a fim de estabelecer uma política de atuação mais direcionada.
“Queremos saber as especificidades do semi-árido nordestino. Assim, entenderemos e combateremos questões que afligem a região, da seca à fome, e poderemos estabelecer uma política mais próxima da realidade, ao invés da generalizada", disse.
No último censo agropecuário, em 1995, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levantou a existência de aproximadamente 4,2 milhões de propriedades agropecuárias familiares no Brasil, o que representa mais de 85% de toda a atividade rural.
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