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25 de Junho de 2007 - 19h04 - Última modificação em 25 de Junho de 2007 - 19h04


Sindicatos e OAB vão ao Haiti apoiar movimento contra missão de paz da ONU

Gabriel Corrêa
Da Agência Brasil

 
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São Paulo - Uma comissão organizada pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) viaja amanhã (26) ao Haiti para se reunir com lideranças políticas e defender a saída das tropas latino-americanas que compõem a força de paz das Nações Unidas (ONU) no país. A comissão é composta por vinte pessoas, entre elas representantes de sindicatos e também da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Há três anos, o exército brasileiro chefia a ocupação militar no Haiti, país considerado o mais pobre do continente.

"A viagem ao Haiti tem o propósito de denunciar a ocupação que está sendo feita pelas tropas da ONU e dirigida pelo Brasil", explica o coordenador da Conlutas, Antonio Ferreira, que fez o anúncio hoje (25). Segundo ele, a comissão vai averiguar o alto o número de denúncias de tortura e estupros no Haiti, sendo algumas delas associadas a soldados das tropas da ONU. Porém, a comissão não entrará em contato com qualquer autoridade diretamente ligada à ONU durante a viagem.

Durante a viagem, membros dessa comissão têm audiências marcadas com ministros e o presidente do governo haitiano, René Préval, com embaixadores de outros países latino-americanos e com professores universitários. O objetivo é manifestarem-se contrários à forma que está sendo conduzida a missão de paz. O grupo também se reúne com dirigentes sindicais, pastorais e representantes de partidos políticos.

A comissão brasileira contra a presença das tropas estrangeiras no Haiti começou a formar-se após a denúncia feita pelo movimento social haitiano Batay Ouvriye (Luta Operária). Em março deste ano, representantes desse movimento estiveram no Brasil e denunciaram abusos de violência por parte das tropas brasileiras e latino-americanas, além de ineficiência por parte da missão de paz das Nações Unidas.

 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

  •   VÍDEO

    Dossiê Haiti

    Representantes de movimentos sociais da América Latina e do Caribe elaboraram um dossiê exigindo a retirada imediata das tropas estrangeiras do país. Haitianos vieram ao Brasil divulgar o documento

    Forças de manutenção da paz

    Representantes do Brasil, Canadá e Haiti discutiram, em Brasília, durante seminário no Itamaraty, como levar ajuda humanitária ao país mais pobre das Américas. Forças brasileiras estão no Haiti desde abril de 2004

 

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