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26 de Junho de 2007 - 20h35 - Última modificação em 26 de Junho de 2007 - 20h42


Plano Nacional de Energia aponta necessidade de mais sete refinarias até 2030

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Plano Nacional de Energia (PNE-2030), divulgado hoje (26) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indica que o país precisará construir pelo menos mais sete refinarias até 2030, para atender ao crescimento do consumo interno de derivados do petróleo.

Encomendado pelo Ministério de Minas e Energia, o estudo indica que o consumo de óleo diesel passará de 40,4 bilhões de litros anuais para 97,8 bilhões; enquanto o de gasolina crescerá dos atuais 17,7 bilhões para 42,2 bilhões/ano. Já a capacidade nominal de refino, que hoje é de 1,9 milhão de litros por dia, chegará a 3,6 milhões.

Para isso, no entanto, será necessária a construção das sete novas unidades de refino. Duas delas já estão em construção: a de Pernambuco, em sociedade com a venezuelana PDVSA, terá capacidade para refinar até 200 mil barris/dia; e a Petroquímica do Rio de Janeiro, com capacidade para processar outros 150 mil barris/dia.

O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, informou que os projetos restantes "seriam três refinarias com perfil para produção de diesel (cerca de 60%), que tem maior valor agregado, e com capacidade de processar cerca de 250 mil barris/dia, cada uma; outra com perfil para gasolina prêmio, que também poderia servir para exportação; e uma outra unidade petroquímica, com capacidade de refino também de 150 mil barris/dia”.

Sobre a energia nuclear, o Plano Nacional de Energia estima que o país precisará de pelo menos outras quatro usinas até 2030. Tolmasquim, no entanto, destacou que a estimativa foi feita "tendo em vista que as hidroelétricas passíveis de serem construídas ao longo do tempo vão se esgotando”.

Das quatro usinas nucleares previstas duas deverão ser construídas na região Sudeste e outras duas no Nordeste, com capacidade em torno de 1.000 MW (megawatts) cada uma. "O Brasil precisará da fonte nuclear, daí a necessidade de mantermos a capacitação tecnológica, manter os técnicos, para quando necessitarmos de inserir a energia nuclear com mais peso na nossa matriz energética", disse Tolmasquim, para quem "no futuro a hidreletricidade terá matriz escassa".



 


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