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Brasília - Em
nota à imprensa divulgada hoje (27), a presidente
do Movimento 11 de Dezembro, Maria Madalena Silva, em conjunto com
a diretora da organização não-governamental Justiça Global, Sandra Carvalho, e a
representante do Fórum Direitos Humanos de Santo Antônio,
Ana Maria Santos, condenam o que chamaram de “manobra da defesa”:
o adiamento do julgamento da familiares de Oswaldo dos Prazeres
Bastos e de dois funcionários da fábrica de fogos de Santo
Antônio de Jesus, na Bahia.
Um acidente na fábrica matou 64 pessoas no dia 11 de dezembro de 1998,
e é considerado um dos piores acidentes com fogos de artifício da
história do país.
A nota informa que dois dias antes da realização do julgamento o
advogado de defesa, Alfredo Venet Lima, comunicou à juíza
do Tribunal do Júri da cidade, Rosemunda Souza Barreto, que
teria uma audiência agendada em Salvador no mesmo dia do
julgamento dos réus, o que impossibilitaria a presença dele.
Os representantes das vítimas da explosão acrescentam, na nota, que Lima sabia das datas
coincidentes, mas optou pelo silêncio e utilizou a informação
como um recurso protelatório para conseguir o adiamento do
júri. Diante
desse fato, a juíza remarcou a audiência para o dia 31
de julho.
A promotora de Justiça Lucélia Silva Araújo
Lopes informou que um novo cancelamento não poderá ser solicitado por parte da defesa: “Se o advogado, mesmo que justificadamente, se
ausentar na próxima sessão, a juíza deve
solicitar que os réus nomeiem um novo advogado. Caso isso não
ocorra, ela nomeará um defensor público para
defendê-los”.
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