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27 de Junho de 2007 - 18h39 - Última modificação em 27 de Junho de 2007 - 18h39


Para chanceler brasileiro, unificação da língua portuguesa ainda vai dar trabalho

Agência Lusa


 
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Lisboa (Portugal) - O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, admitiu hoje (27), em entrevista à Agência Lusa, que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ainda precisa fazer muito para promover o idioma comum.

"Temos dado um reforço ao Instituto Internacional de Língua Portuguesa e houve também avanços na reforma ortográfica, mas é possível trabalhar mais para a difusão da língua e aproveitar o patrimônio comum. Isso é uma tarefa de todos nós que, aliás, Portugal faz bem freqüentemente. Mas temos muito ainda a fazer", alertou Amorim.

Questionado se Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe poderiam dar andamento ao acordo ortográfico sem Portugal, o ministro evitou pronunciar-se. "Esta é uma seara política, mas que envolve muito conhecimento especializado".

Amorim destacou, entretanto, que "seria muito importante, do ponto de vista editorial, que os dois países [Brasil e Portugal] estivessem juntos".

Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo ortográfico e também o protocolo modificativo ao acordo, aprovado em julho de 2004, na cúpula da CPLP em São Tomé, o que tornou possível a pronta entrada em vigor das novas regras ortográficas nestes  três países.

O protocolo modificativo permite que o acordo vigore com a ratificação de apenas três dos oito países lusófonos. Portugal já assinou o acordo, mas ainda falta o protocolo.

O chefe da diplomacia brasileira abordou ainda o problema da falta de reconhecimento da Missão Permanente do Brasil junto à CPLP, criada no início do ano passado. "O estatuto diplomático desta representação brasileira não foi totalmente reconhecido por Portugal, o que nós lamentamos, porque deveria ser do interesse de Portugal estimular não só o Brasil, mas também outros países a fazer o mesmo”.

Na avaliação de Celso Amorim, burocracia e pequenas dificuldades legais precisam ser superadas.

A alteração do acordo-sede da CPLP, que permitirá a legalização das missões diplomáticas dos Estados-membros junto à organização, já foi assinada no Ministério dos Negócios Estrangeiros português, aprovada no Conselho de Ministros e, segundo disse hoje à Lusa o chefe da representação brasileira, embaixador Lauro Moreira, vai ser votada no Parlamento português no próximo dia 5 – um dia após a Cúpula União Européia-Brasil, em Lisboa.

Leia também a primeira e segunda partes da entrevista.



 


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