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Brasília - Como ganhar audiência e o limite entre o entretenimento e o educativo é uma discussão em aberto quando se fala na criação da Rede de TV Pública. “Eu acho que deve ter entretenimento, porque é muito difícil separar o entretenimento do que é educacional”, afirma o ministro-chefe da secretaria de comunicação social da Presidência da República, Franklin Martins. Ele esteve hoje (27) em um debate sobre a nova TV pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara do Deputados. “Música é entretenimento, mas é também educativo”, exemplifica o ministro.
O deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) afirmou, no debate, que “não adianta produzir e não ser visto. É o cidadão quem paga a conta”. E questionou: “Como reverter a audiência para justificar o dinheiro do cidadão?”.
Não se pode esperar, diz o ministro, que a TV pública tenha a mesma da audiência da Rede Globo, líder absoluta nos lares brasileiros. “Há programas [das TVs públicas atuais] que atingem boa audiência. É claro que não são 40 pontos, como a Rede Globo, que tem orçamento de R$ 5,5 bilhões”. O orçamento inicial da TV Brasil, ainda não enviado ao Congresso Nacional, é estimado em R$ 350 milões por ano, o equivalente ao gasto da menor emissora comercial do país. “É o piso”, compara o ministro.
Durante o 1º Fórum Nacional das TVs Públicas, em maio deste ano, Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás e relator do grupo de trabalho que, desde setembro do ano passado, discute a missão da TV pública no Brasil disse que o entretenimento pode fazer parte da programação da TV pública, desde que não seja regida pela guerra de audiência nem pelos interesses comerciais. "Não existe problema no entretenimento em si, o importante é diferenciá-lo da indústria de entretenimento", explicou na ocasião.
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