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27 de Junho de 2007 - 19h25 - Última modificação em 27 de Junho de 2007 - 19h25


A "bola" da greve dos servidores da Cultura está no Planejamento, disse Gil

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - O ministro da Cultura, Gilberto Gil, na abertura do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural
Brasília - O ministro da Cultura, Gilberto Gil, na abertura do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural
Brasília - O ministro da Cultura Gilberto Gil disse hoje (27) que apóia as reivindicações dos grevistas do ministério e que tenta intermediar as negociação com o Planejamento. Gil afirmou que ainda no ano passado, encaminhou ao Planejamento um estudo técnico, ratificado pelos próprios funcionários, apontando os principais problemas do órgão como os baixos salários e a falta de implementação de um Plano de Carreira. “Agora a bola está com o Ministério do Planejamento”, afirmou em entrevista à imprensa durante o Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural.

Os problemas dos servidores, acrescentou, afetam a atuação do Ministério da Cultura, que só vai melhorar no país, quando os profissionais receberem salários mais altos e qualificação técnica. "Você não pode reforçar a fiscalização quando um fiscal do IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], por exemplo, responsável por vários segmentos de áreas históricas ganham uma ninharia”, afirmou. Gil acrescentou que as reivindicações dos funcionários também são questões do ministério.

Para exemplificar os problemas do órgão, o secretário executivo da Cultura, Juca de Oliveira, informou que no ano de 2006, o ministério realizou um concurso público para contratar novos funcionários. No entanto, muitos dos servidores nomeados já abandonaram as funções. “Depois de 20 anos fizemos um concurso público, mas o salário é tão baixo que agora, menos de um ano depois, mas 60% dos convocados, depois de nomeados, desistiram do cargo”, disse.

Na semana passada, o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, confirmou um encontro no dia 2 de julho  com representantes do comando nacional de greve da Cultura. Na ocasião, serão discutidas as reivindicações da categoria.


 


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