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Rio de Janeiro - A Polícia Civil identificou hoje (28) oito dos 19 mortos
na operação policial realizada ontem (27) no Complexo do Alemão, na zona
norte da cidade. A identificação foi feita pelo Instituto Médico Legal
(IML) com base em informações repassadas por familiares e pelo
Instituto Félix Pacheco (IFP).
Entre
os mortos já identificados estão os adolescentes Leandro Serrati
Gualtero, de 13 anos idade; David Souza de Lima, de 14 anos de idade e
Maxwell Vieira da Silva, de 16 anos de idade. Também
foram identificados Geraldo Batista Ribeiro, de 41 anos; Bruno
Rodrigues Alves, de 21 anos; Emerson Goulart, de 26 anos; Bruno Viana
Alcântara, de 22 anos, e José da Silva Farias Júnior, de 18 anos.
Na
tarde de hoje, familiares foram ao IML para reconhecer os corpos. Uma
das vítimas, de 20 anos, chegou a ser reconhecida pela mãe, mas não
poderá ser liberada para o sepultamento porque não tinha documento de
identidade emitido pelo IFP, apenas a carteira de identificação da
escola onde estudava.
O
presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do
Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ), João Tancredo, disse que encaminhará
um pedido formal para que os peritos do órgão possam acompanhar a
autópsia dos corpos, de forma a evitar fraudes e erros nos laudos, que,
segundo ele, seriam frutos das más condições do IML.
"Há
muitos casos em que os laudos não são feitos de maneira adequada, tanto
pela má condição de trabalho como pelo número de cadáveres que vão para
lá. O objetivo da Comissão de Direitos Humanos é não
deixarmos qualquer dúvida nos exames. Tentamos também evitar que
qualquer tipo de delito seja encoberto nos laudos", informou João
Tancredo.
No
IML, os familiares que chegavam para fazer o reconhecimento das vítimas
demonstravam apreensão e não quiseram falar com a imprensa.
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