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28 de Junho de 2007 - 19h39 - Última modificação em 28 de Junho de 2007 - 19h39


IML identifica oito dos 19 mortos em operação policial no Complexo do Alemão

Flávia Martin
Da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A Polícia Civil identificou hoje (28) oito dos 19 mortos na operação policial realizada ontem (27) no Complexo do Alemão, na zona norte da cidade. A identificação foi feita pelo Instituto Médico Legal (IML) com base em informações repassadas por familiares e pelo Instituto Félix Pacheco (IFP).

Entre os mortos já identificados estão os adolescentes Leandro Serrati Gualtero, de 13 anos idade; David Souza de Lima, de 14 anos de idade e Maxwell Vieira da Silva, de 16 anos de idade. Também foram identificados Geraldo Batista Ribeiro, de 41 anos; Bruno Rodrigues Alves, de 21 anos; Emerson Goulart, de 26 anos; Bruno Viana Alcântara, de 22 anos, e José da Silva Farias Júnior, de 18 anos.

Na tarde de hoje, familiares foram ao IML para reconhecer os corpos. Uma das vítimas, de 20 anos, chegou a ser reconhecida pela mãe, mas não poderá ser liberada para o sepultamento porque não tinha documento de identidade emitido pelo IFP, apenas a carteira de identificação da escola onde estudava.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ), João Tancredo, disse que encaminhará um pedido formal para que os peritos do órgão possam acompanhar a autópsia dos corpos, de forma a evitar fraudes e erros nos laudos, que, segundo ele, seriam frutos das más condições do IML.

"Há muitos casos em que os laudos não são feitos de maneira adequada, tanto pela má condição de trabalho como pelo número de cadáveres que vão para lá. O objetivo da Comissão de Direitos Humanos é não deixarmos qualquer dúvida nos exames. Tentamos também evitar que qualquer tipo de delito seja encoberto nos laudos", informou João Tancredo.

No IML, os familiares que chegavam para fazer o reconhecimento das vítimas demonstravam apreensão e não quiseram falar com a imprensa.



 


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