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Rio de Janeiro - O ministro da Saúde,
José Gomes Temporão, aprovou o plano montado pela
Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro para
atendimento durante os Jogos Pan-Americanos. “Tenho certeza que a
gente vai ter um bom desempenho. Não tenho nenhuma
preocupação. O mais importante é a gente manter
esse grau de integração apresentado e fazer com que
isso seja uma coisa estruturante e permanente”, afirmou Temporão
depois da apresentação do plano.
Toda a assistência
médica do Pan será coordenada pela Defesa Civil, que
vai implantar uma central de controle de leitos exclusiva para o
período dos jogos, permitindo acompanhamento instantâneo
do número de leitos e das especialidades disponíveis em
cada hospital. Cerca de 150 leitos foram criados em hospitais do
estado, que vão ser mantidos depois dos jogos. Outros 100
leitos de retaguarda para emergências ficarão
disponíveis em hospitais federais.
O transporte de doentes
e feridos será feito por 229 ambulâncias - 136 atendem
atualmente a rede de saúde, que foram acrescidas de 30
entregues pela Secretaria Nacional de Segurança (Senasp) e
outras 63 pelo Ministério da Saúde. Duas aeronaves da
Polícia Rodoviária Federal e dois helicópteros
aeromédicos também serão empregados para o
socorro. Outro helicóptero, cedido pela Senasp, também
será transformado em UTI aérea e continuará com
o Corpo de Bombeiros do estado quando acabarem os jogos.
Um avião
especializado em combate à incêndios fará dois
vôos diários sobre a Baixada de Jacarepaguá, onde
estarão concentradas 60% das competições, e
também sobre a Floresta da Tijuca.
Na próxima
semana, equipes dos bombeiros vão percorrer todos os locais de
provas para analisar as condições de segurança.
Durante os jogos, homens especializados em montanhismo vão
trabalhar junto a pontos turísticos como o Corcovado, Pão
de Açúcar, Pedra da Gávea e a Floresta da Tijuca
para orientar os visitantes e intervir em caso de acidentes.
Na área de
vigilância em saúde, foi criada uma Gerência de
Ações Estratégicas em Vigilância em Saúde,
que será abastecida por Unidades de Resposta Rápida que
vão receber informações de casos de emergência
que ofereçam risco à saúde da população,
como surtos, acidentes ou situações inusitadas.
As notificações
recebidas serão investigadas em até 24 horas a partir
de um trabalho integrado com a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e a Secretaria Municipal de Saúde.
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