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Curitiba - A Delegacia Regional do
Trabalho do Paraná informou hoje (29) ter localizado entre os dias 19 e 26 mais 84 trabalhadores em condição análoga à escravidão, em duas propriedades da cidade de Guarapuava. Todos trabalhavam no corte de pinus.
Segundo a auditora fiscal Elizabeth Nunes de Carvalho, 60 desses trabalhadores em contratados por pequenos empreiteiros e o restante não possuía registro em carteira de trabalho – dois são menores.
Na propriedade, que pertence à empresa Repinho
Reflorestadora Madeiras e Compensados Ltda, não havia instalações sanitárias,
água potável ou material de primeiros socorros. A fiscalização também constatou alojamentos impróprios e lavrou 15 autos de infração contra as duas propriedades, no valor de aproximadamente R$ 82
mil. “Ambas estão interditadas até que a empresa construa alojamentos adequados”,
informou Carvalho.
Os trabalhadores já tiveram sua situação regularizada pela empresa, que pagou R$ 176 mil em verbas rescisórias – aviso prévio, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, férias, décimo-terceiro salário e os dois trabalhados.
Participaram da ação o Ministério Público
do Trabalho (MPT), a Força Verde da Polícia Militar e a Polícia
Federal.
Dados da Comissão Pastoral
da Terra apontam que no ano passado foram libertados no estado 64 trabalhadores em condições de
escravo, 15 trabalhadores na condição de superexploração, 462 por desrespeito
trabalhista, três por tortura e três por tentativa de assassinato.
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