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30 de Junho de 2007 - 12h11 - Última modificação em 30 de Junho de 2007 - 17h37


"Desconforto" em favelas do Rio vai continuar até que bandidos sejam vencidos, diz secretário do MJ

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O secretário nacional de Segurança, Luiz Fernando Corrêa, disse que apesar do “desconforto” causado aos moradores, a ocupação no Complexo do Alemão vai continuar “até que não haja mais sinais de força das quadrilhas”.

Segundo ele, se o Estado se omitir agora, as consequências no futuro podem ser ainda mais danosas para a sociedade.

“Nós vamos lá, apreendemos algumas armas, viramos as costas e eles se recompõem com mais força, porque aí perceberam o poder de fogo do Estado e vão procurar se armar para enfrentar esse potencial. A próxima investida no futuro, se nos omitirmos agora, será mais dolorosa, provavelmente mais sangrenta e muito mais danosa para toda a sociedade”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Hoje (30) faz 60 dias que teve início a ocupação no Complexo do Alemão, formado por várias favelas localizadas em cinco bairros da zona Norte do Rio.

Na última quarta-feira (27), houve uma megaoperação em busca de criminosos que causou a morte de pelo menos 18 pessoas. Desde que começou, a ocupação também deixou cerca de cinco mil alunos da região sem aulas.

“Não resta dúvida que aquela operação vem causando desconforto para pessoas inocentes. O desconforto é flagrante, ninguém pretende dissimulá-lo”, disse o secretário.

O secretário afirmou, ainda, que o exercício de força é monopólio do Estado. "Não pode uma facção criminosa impor, pela força, o domínio de terrenos dentro da área urbana. A retomada passa por esse momento doloroso, não tem outra solução. O que se tem de fazer é isso e, depois de pacificar essas áreas, entrar com outras atividades de Estado, que é área social e investimento”.



 


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