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Brasília - As carnes brasileiras
exportadas passaram a receber desde ontem (1) uma nova versão
do Certificado Sanitário Internacional (CSI). O novo
certificado, emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (MAPA) agora é impresso em papel especial,
fabricado pela Casa da Moeda do Brasil, e contém 12 itens de
segurança para dificultar a falsificação. Entre
os itens perceptíveis no certificado estão o logotipo
do ministério e a sigla BR. Os demais são mantidos em
sigilo pelo ministério por questões de segurança.
O primeiro lote de carnes que
recebeu o certificado foi destinado à Rússia.
Para o diretor do Departamento de
Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério,
Nelmon Oliveira, antes ficava mais fácil fraudar, porque a
impressão era feita em papel comum.
“Anteriormente à
implantação desse modelo novo de papel, a impressão
era feita em um papel A4, então ficava mais fácil do
pessoal fraudar o certificado e imprimir numa folha comum. Hoje,
mesmo que eles tentem fraudar, não vão conseguir um
papel com todos esses itens de segurança. e com isso nós
esperamos que dificulte bastante a ocorrência de fraude”.
Outro item de segurança, que
já vinha sendo adotado nas exportações para a
União Européia e Estados Unidos, “é a
obrigatoriedade de colocar uma etiqueta com informações
sobre o estabelecimento e o número de registro no Ministério
da Agricultura em cada peça de carne exportada para a Rússia”,
lembrou.
De acordo com Oliveira, todos os
produtos de origem animal exportados para a Rússia já
estão recebendo o novo certificado. Ele informou que dentro de
um mês o uso do papel especial no certificado também vai
valer carnes enviadas para a União Européia. A
expectativa é que nos próximos meses o certificado seja
incluído na venda da carne para outros países.
De acordo com o ministério, o
certificado vai substituir o antigo documento emitido para mais de
150 países que importam carnes brasileiras. Em média,
são emitidos por ano 200 mil certificados.
No ano passado o Brasil exportou
para a Rússia cerca de US$ 750 milhões em carne bovina,
US$ 600 milhões em carne suína e US$ 200 milhões
em carne de aves.
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