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3 de Julho de 2007 - 21h28 - Última modificação em 3 de Julho de 2007 - 21h28


Não faltam alimentos, mas condições para adquiri-los no continente, diz Graziano

Kelly Oliveira*
Enviada especial

 
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Fortaleza - A fome no continente não se explica pela falta de alimentos, mas pela dificuldade em adquiri-los, disse hoje (3) José Graziano, representante da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) para a América Latina e o Caribe.

Ele participa da 3ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que se realiza até sexta-feira (6) e foi aberta hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias; e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

Graziano lembrou que na América Latina são 200 milhões de pessoas que vivem na pobreza, sendo que 52 milhões passam fome. E que o continente é o maior exportador de alimentos do mundo, com produção 30% superior à necessidade de consumo local.

"Superar a fome constitui uma aliança de solidariedade, de organização e de responsabilidade política", acrescentou.

O presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Chico Menezes, falou na abertura do encontro sobre as perspectivas de decisões da Conferência. Cobrou participação do Consea nas decisões sobre transgênicos no âmbito da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança); a regulamentação da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional; e a aprovação do projeto de lei que amplia o acesso à merenda escolar para 8 milhões de estudantes e que deverá ser enviado ao Congresso pelo governo nos próximos dias.

Chico Menezes disse ainda que é necessário superar o que chamou de "fatos inaceitáveis como a ocorrência de desnutrição entre os povos indígenas". 



* A repórter viajou a convite do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
 


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