A empresa Pagrisa do grupo Pará Pastoril
Agrícola S.A. deve perder a isenção do Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) concedido pela Secretaria de Fazenda do Pará. A
informação é do secretário de Fazenda do
estado, José Raimundo Trindade.
Ele comentou a ação de fiscalização do Grupo Móvel
de Combate ao Trabalho Escravo, que na última semana,
encontrou 1,108 mil empregados em condições análogas
à de escravos em uma fazenda da Pagrisa em Ulianópolis,
a 250 quilômetros de Belém.
Diante da situação,
Trindade explicou que o Decreto que prevê a isenção
do ICMS autoriza a suspensão do benefício em casos de
violação à legislação trabalhista.
Segundo ele, antes de suspender o benefício, a Secretaria de
Fazenda espera uma notificação formal da Delegacia
Regional do Trabalho. O objetivo é oficializar a autuação
do Grupo Móvel.
“Além disso, a Delegacia
[Regional do Trabalho] precisa encaminhar um documento para o Comitê
de Incentivos Fiscais do Estado do Pará, responsável
pela concessão dos incentivos”, completou. “Se isso for
confirmado [a empresa] vai perder o incentivo fiscal”.
Segundo
o secretário, a medida que os documentos forem analisados, a
empresa Pagrisa será notificada. “Em seguida haverá a
suspensão do incentivo”. Com o benefício da isenção
do ICMS, a empresa não pagava pela aquisição de
equipamentos nacionais e também no transporte de álcool
combustível e açúcar produzidos na fazenda de
Ulianópolis.
A Secretaria de Fazenda do Pará
informou ainda que a empresa Pagrisa é a única
produtora de álcool combustível do estado e é
responsável pelo abastecimento do mercado interno.