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Lisboa (Portugal) - Lideranças empresariais vão se encontrar amanhã (4) para a primeira Cúpula Empresarial Brasil-União Européia, realizada em Lisboa, simultaneamente à reunião de cúpula entre dirigentes brasileiros e europeus. Os temas em pauta serão as oportunidades recíprocas de investimentos, energia e mudanças climáticas, parcerias público-privadas, Rodada Doha e o impacto nas negociações Mercosul-UE da parceria estratégica entre Europa e Brasil.
"A agenda está voltada para a questão de como dinamizar a parceria estratégica entre União Européia e Brasil em várias frentes", sintetiza o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. O encontro é coordenado pela CNI e por associações empresariais portuguesas, com apoio da Comissão Européia, da presidência portuguesa da União Européia e do governo brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará do encerramento do encontro. De acordo com o Itamaraty, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deve apresentar aos europeus novas oportunidades de investimentos no Brasil em decorrência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), especialmente na área de infra-estrutura. Segundo o presidente da CNI, o Brasil tem muito a aprender com a bem-sucedida experiência européia de parcerias público-privadas.
"Também é preciso conhecer melhor os marcos regulatórios que podem ser referências para o Brasil, inclusive o papel das agências reguladoras lá. Outro tema que nos interessa muito é ampliar fontes de financiamento para investimentos em infra-estrutura", destaca Armando Monteiro Neto.
Ele cita, ainda, o interesse dos brasileiros pela agenda européia pró-competitividade no mercado internacional. “A Europa tem problemas quando confrontada com os Estados Unidos e há experiências interessantes na Holanda e na Dinamarca", exemplifica.
A agenda oficial do encontro ainda prevê discussões sobre energia e mudanças climáticas e sobre o impacto da parceria estratégica entre Brasil e União Européia nas negociações bilaterais Mercosul-UE, paralisadas desde 2004. O objetivo é aproveitar a parceria para impulsionar as relações comerciais.
A Rodada Doha, que estará em pauta na cúpula política, também será debatida pelos empresários. "A rodada precisa ser concluída e há uma preocupação de equilibrar este processo", afirma o presidente da CNI.
Devem participar da primeira cúpula empresarial bilateral presidentes de grandes empresas brasileiras e européias. Também são esperados os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e de Portugal, Luís Amado, o ministro português de Economia, Manuel Pinho, além dos comissários europeus de Relações Externas e Política de Vizinhança, Benita Ferrero Walder, de Comércio, Peter Mandelson, e de Empresas e Indústria, Günter Vergheugen. Eles participarão de almoço com os empresários.
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