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3 de Julho de 2007 - 23h02 - Última modificação em 3 de Julho de 2007 - 23h02


Nenhum país vai estabelecer prazo, diz Dilma sobre declarações de Chávez

Kelly Oliveira*
Enviada especial

 
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Fortaleza - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje (3), após a abertura da 3ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que "nenhum país vai estabelecer prazo", em referência à declaração do presidente venezuelano Hugo Chávez, que ameaçou retirar seu país do Mercosul se em três meses não estiver totalmente integrado ao bloco.

"A nossa relação com países da América Latina não tem prazo. Será uma relação necessária. Participamos do mesmo continente, somos vizinhos. E essa relação de vizinhança não é de escolha", acrescentou a ministra, que disse ainda: "Nenhum país estabelecerá prazo para o Brasil, nem o Brasil o fará para outro país".

Segundo  Dilma Rousseff, o Brasil tem  apresentado uma atitude "madura e de responsabilidade", e "é de interesse econômico, geopolítico,  social e cultural" a integração do Brasil com outros países do continente.

A declaração de Hugo Chávez foi feita durante solenidade em Caracas, segundo a Agência Bolivariana de Notícias, órgão oficial de informações do governo venezuelano.

Um ano depois de ser admitida no Mercosul como membro pleno,  a Venezuela participa dos encontros, mas não tem direito a voto, o que só poderá ocorrer depois da ratificação da adesão, pelos legislativos de todos os integrantes plenos do bloco. Até agora, a adesão só foi aprovada pelos parlamentares da Argentina, do Uruguai e da própria Venezuela.

No Brasil, a tramitação do protocolo está parada há quatro meses no Congresso Nacional porque a Venezuela, segundo os parlamentares, ainda não estabeleceu um cronograma de abertura de mercado nem de adoção da tarifa externa comum.







 


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