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Brasília - Crianças
e adolescentes de comunidades remanescentes de quilombos levaram hoje (4) ao Senado Federal uma carta com propostas de políticas
públicas.
O documento é resultado do 1º
Encontro Nacional de Crianças e Adolescentes Quilombolas, o
Quilombinho, que esta semana reuniu, em Brasília, representantes de 60 comunidades
de todo o país.
A carta
foi elaborada por jovens com idade entre 7 e 18 anos, e reflete os principais temas discutidos durante o encontro, desde preservação ambiental até investimentos em esporte.
“Nós,
jovens guerreiros, temos como principal objetivo dar continuidade a
estes projetos [elaborados durante o Quilombinho], como
construtores de idéias e saberes, buscar a identidade e o
resgate de nossa história”, diz um dos trechos.
Entre as
prioridades listadas, estão
políticas públicas para cidadania, como a garantia de
registro civil para crianças quilombolas; a implementação
de boas escolas; ações de saneamento; e atendimento
médico nas comunidades.
A
preservação da identidade cultural dos quilombos também
está entre as preocupações do grupo, que declara
apoio à criação do Estatuto da Igualdade Racial
e quer garantia de liberdade de escolha religiosa.
Para a
oficial de projetos do Fundo das Nações Unidas para Infãncia (Unicef) e uma das coordenadoras do Quilombinho,
Helena Oliveira, a entrega da carta simbolizou o fechamento do
encontro de forma positiva, por dar voz a crianças e
adolescentes no debate sobre o futuro de suas comunidades.
“Desde
que idealizamos o encontro, eles se interessaram pela possibilidade
de conhecer quilombinhos de outras comunidades e compartilhar
experiências. Isso foi concretizado com sucesso. Para nós,
adultos gestores, ficou o desafio de fazer com que as políticas
públicas cheguem de forma efetiva a essas crianças e
adolescentes”.
Segundo ela, o
documento será também enviado a organismos
internacionais e Organizações Não-governamentais (ONGs).
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