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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que os biocombustíveis são a chave para promover a democratização no acesso à energia no mundo, reduzindo as desigualdades entre nações
produtoras de energia e as consumidoras. De acordo com ele, hoje, apenas 20 países
produzem energia para os cerca de 200 países do mundo.
“Com a
adoção dos biocombustíveis, mais de 100 países
poderão produzir energia, democratizando seu acesso. Estaremos
reduzindo as assimetrias e desigualdades entre países
consumidores e produtores de energia e prevenindo potenciais
conflitos derivados da competição por recursos
energéticos finitos”, explicou Lula, na Conferência
Internacional sobre Biocombustíveis, em Bruxelas, na Bélgica.Lula também cobrou coerência por parte dos países desenvolvidos que dizem querer combater o aquecimento global. Para Lula, não é possível que esses países imponham altas taxas de importação aos
biocombustíveis se estão comprometidos com o meio ambiente.
"Os mesmos governos que reiteram seus
compromissos com o desenvolvimento sustentável e com a redução
do efeito estufa não podem criar empecilhos para que os
biocombustíveis se transformem em commodities
[mercadorias negociadas em bolsas de mercadorias]
internacionais. Não podem gravar suas importações
com pesadas alíquotas, que não aplicam ao petróleo
e ao gás”, afirmou Lula.
Segundo o presidente brasileiro, a
solução está em incentivar o estabelecimento de
um mercado internacional para o etanol e o biodiesel. Para tanto, é
indispensável que os governos indiquem claramente ao setor
privado sua decisão de fazer dos biocombustíveis um dos
eixos prioritários de sua agenda energética e
ambiental. “Não podemos emitir sinais contraditórios”,
completou.
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