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6 de Julho de 2007 - 21h41 - Última modificação em 6 de Julho de 2007 - 21h53


Estudantes querem menos juros e mais distribuição de renda na economia de Lula

Grazielle Machado e Luana Lourenço
Da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
Brasília - Participantes do 50º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) jogaram tinta em protesto na frente da sede do Banco Central. Eles pediram a saída do presidente do BC, Henrique Meirelles. Brasília - Participantes do 50º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) jogaram tinta em protesto na frente da sede do Banco Central. Eles pediram a saída do presidente do BC, Henrique Meirelles.
Brasília - Uma "festa junina" em favor da distribuição de renda e contra os juros altos foi montada na rampa do prédio do Banco Central (BC) por cerca de 4 mil estudantes. Os balões com tinta verde e amarela e a fogueira foram a maneira encontrada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) para protestar hoje (6) contra a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O protesto uniu bandeiras de partidos governistas, como PT e PCdoB, e oposicionistas, como P-SOL e Democratas. "O Brasil precisa de outra postura, que traga crescimento maior, geração de emprego, distribuição de renda e recursos mais consistentes para todas as áreas sociais, inclusive a educação", disse o presidente da UNE, Gustavo Petta.

Para distribuir renda, os estudantes pediram a queda dos juros, o que tornaria mais barato os empréstimos no país. E para reduzir a taxa básica de juros do país (Selic), definida pelo Banco Central, exigiram a saída do presidente da instituição, Henrique Meirelles. "Meirelles, cadê você? Pode deixar a presidência do BC", foi o grito ecoado pelos 4 mil estudantes, segundo a polícia - 8 mil, segundo a UNE. Meirelles afirma que a queda da Selic "já está acontecendo".

Com uma redução do juro pela metade, o governo federal economizaria R$ 300 bilhões em pagamento da dívida pública, segundo o vice-presidente José Alencar. “Se tivesse uma taxa nominal pela metade,  nós economizaríamos R$ 300 bilhões, quantia suficiente para ser aplicada em saúde, educação e infra-estrutura”, apontou.

O protesto fez parte das atividades do 50º Congresso da UNE, que acontece em Brasília desde ontem (5) e reúne cerca de 10 mil estudantes de todo o país na Universidade de Brasília (UnB). A passeata “Verás que um filho seu não foge à luta - Por mudanças na política econômica! Desenvolvimento com soberania e distribuição de renda!" começou em frente ao Museu Nacional, de onde os estudantes seguiram a pé para o prédio da BC. Quatro carros de som garantiram música e palavras de ordem durante o percurso de cerca de dois quilômetros.

O grupo foi recebido em frente ao BC por policiais militares, que controlavam o acesso à portaria central. Do alto do prédio, uma chuva de papel picado vinda das janelas saudava os estudantes. De acordo com a assessoria de imprensa da UNE, o ato foi uma manifestação espontânea de funcionários do BC.

Os estudantes também pediram a anulação do leilão da mineradora Vale do Rio Doce, vendida em 1997. Um fogueira simbólica ainda representou a queima dos arquivos secretos da ditadura militar. A fogueira foi acompanhada pelo Hino Nacional cantado em coro, que marcou o fim da manifestação e a volta dos estudantes para os alojamentos na UnB. O Congresso da UNE vai até domingo (8). O Congresso da UNE vai até domingo (8). Confira a programação e outras informações no site do evento.





 


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