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Brasília - Perícia
realizada pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária
(Infraero) mostrou que a contratação do software
Advantage Plus, da empresa FS3, usado para a
veiculação de mídia nos aeroportos, foi feita
de maneira irregular.
A
informação foi dada pelo auditor da Infraero Fernando Silva, em
depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo do Senado,
confirmando as afirmações que haviam sido feitas pela
empresária paranaense Sílvia Pfeiffer aos parlamentares em 21 de junho.
O auditor
afirmou que a contratação da empresa SS3 para fornecer
o programa foi “válida de nulidade”, por que a empresa foi
constituída formalmente durante o processo de contratação.
Silva
disse que há indícios de “carta marcada”, porque
durante a auditoria foi constatado que havia outros programas
similares no mercado, ao contrário do que argumentaram na
época os responsáveis pela contratação,
Fernando Brendaglia e Mariângela Russo.
Segundo
Silva, a licença de comercialização do programa
pertence a uma empresa do Reino Unido, que logo depois de iniciada a
auditoria retirou o site do ar. O mesmo aconteceu com o site
que hospedava o programa no Brasil.
O
Advantage Plus tinha a função de mostrar às
empresas de publicidade os locais em que poderia ser incluídos
anúncios nos aeroportos administrados pela Infraero.
Atualmente
o contrato está suspenso, enquanto é investigado pelo
Ministério Público, pela Controladoria Geral da União, Advocacia Geral da União
e pela Polícia Federal.
*Matéria alterada para incluir informação.
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