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Brasília - Proporcionar
a troca de conhecimento entre o jovem universitário com
pessoas de comunidades carentes espalhadas pelo território
brasileiro, estimular a consciência cidadã
e o desenvolvimento local sustentável são alguns dos
objetivos do Projeto Rondon, que completa 40
anos hoje (11).
“Hoje o projeto é bem menos ambicioso daquele das décadas de 60 e 70, mas continua cumprindo o mesmo
papel de despertar e consolidar a consciência cidadã do
nosso universitário, assim como de proporciona-lhes o
conhecimento da realidade brasileira”, avalia o coordenador-geral do programa, o general-de-brigada Celso Krause Schramm.
Criado em 1967 pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, o programa
foi interrompido por uma ação do governo entre 1989 a 2004.
Depois de retomado, continuou a despertar o interesse de estudantes e Instituições de Ensino Superior que atuam
de forma integrada com as comunidades carentes de mais de 4 mil
municípios.
Para a
estudante do último ano de pedagogia da Universidade Federal
de Uberlândia (UFU), Kelly Cristina Caetano, a oportunidade de
ter conhecido, por meio do programa, a pequena cidade de São
Francisco do Brejão, no Maranhão, serviu também
para colocar em prática as atividades desenvolvidas em sala de
aula. “Nos 18 dias que passei na comunidade pude realizar
atividades nas escolas municipais com as crianças e com
os professores. Eles foram muito amistosos conosco. Foi uma
verdadeira troca de aprendizagem”, lembra a estudante, que
participou do projeto no início do ano. Junto com
ela, outros cinco alunos da UFU fizeram parte da equipe que contou com seis
universitários do estado do Amapá. De acordo com o
general Schramm, o envolvimento de estudantes de diferentes regiões
em uma mesma atividades também faz parte do intercâmbio
multicultural do Projeto Rondon.
A próxima ação começou no dia 6 de julho e vai até o dia 30. Foi batizada de Operação Centenário
da Comissão Rondon, em homenagem aos 100 anos do início
dos trabalhos da "Comissão de Linhas Telegráficas
Estratégicas", liderada por Rondon, que á época ainda era major. A ação será desenvolvida em 58 municípios,
divididos entre os estados do Acre, Amapá, Mato Grosso, Minas
Gerais e Sergipe.
O Projeto
Rondon é realizado duas vezes por ano, durante o período
de recesso das universidades. A gestão é
realizada por um comitê composto por oito ministérios:
Defesa, Educação, Saúde, Desenvolvendo Social e
Combate a Fome, Esporte, Meio Ambiente, Integração
Nacional, Desenvolvimento Agrário e a Secretaria Geral da
Presidência da Republica. Também participa da
elaboração dos projetos a União Nacional dos
Estudantes (UNE).
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