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12 de Julho de 2007 - 18h31 -
Última modificação
em 12 de Julho de 2007 - 18h31
PSDB decide abandonar Senado em protesto contra decisão de Renan
Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - O primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), leu nota do presidente do Senado, Renan Calheiros, justificando o adiamento da reunião da Mesa Diretora para terça-feira (17)
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Brasília - O PSDB decidiu hoje (12) paralisar a participação da bancada em todos os trabalhos legislativos do Senado enquanto Renan Calheiros continuar no exercício da Presidência da Casa. A decisão foi anunciada em plenário pelo presidente do partido, Tasso Jereissati (CE).
Logo em seguida, o líder do partido no Senado, Artur Virgílio (AM), foi à tribuna esclarecer que a decisão foi tomada apenas para a sessão de hoje. "O partido não vai fugir de suas responsabilidades para votar o que for necessário", disse. "Da tribuna é que vamos dizer o que a Nação precisa ouvir", completou.
Tasso explicou que a atitude do partido foi gerada após o anúncio, pelo primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), de que Renan convocou para as 11 horas de terça-feira (17), véspera do recesso parlamentar, uma reunião da Mesa Diretora para decidir o encaminhamento do pedido que o Conselho de Ética fez à Polícia Federal para que aprofundasse as investigações contra o presidente do Senado. A convocação da reunião para a véspera do recesso poderia levar ao adiamento da decisão por falta de quórum.
“Essa é uma atitude clara de protelação dos trabalhos de investigação”, disse Jereissati. “Ele diretamente, como presidente, tomou uma posição que prejudica as investigações. Não tem condições de presidir o Senado”.
O PSDB, acompanhado do partido Democratas, P-Sol e dos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Cristóvam Buarque (PDT-DF) abandonaram o plenário também em protesto contra a decisão de Renan. Esses partidos e alguns parlamentares decidem ainda hoje uma posição unificada contra o presidente do Senado.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que participa da reunião, disse que “nós vamos decidir como agiremos, em conjunto, os partidos de oposição e algumas pessoas da situação, para que possamos organizar uma forma de resistência para que a investigação prossiga”.
O senador Jarbas Vasconcelos afirmou que “da mesma forma como o presidente se sente em condições de continuar presidente a Casa, a oposição sente-se no direito de não votar mais nada na Casa”.
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