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12 de Julho de 2007 - 19h22 - Última modificação em 12 de Julho de 2007 - 19h22


Presidente dos Correios acha "prematuro" falar em cartas marcadas em licitação publicitária

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./ABr
Brasilia - O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, dá entrevista sobre o andamento da licitação da estatal para contrato com agências de publicidade. A empresária Sílvia Pfeiffer afirmou à CPI do Apagão Aéreo do Senado que o processo estaria sendo fraudado
Brasilia - O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, dá entrevista sobre o andamento da licitação da estatal para contrato com agências de publicidade. A empresária Sílvia Pfeiffer afirmou à CPI do Apagão Aéreo do Senado que o processo estaria sendo fraudado
Brasília - O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, disse hoje (12) que é “prematuro” apontar irregularidade em concorrência de campanha publicitária para favorecer a agência Giovanni,FCB.

Custódio concedeu entrevista coletiva para explicar denúncias da empresária Silvia Pfeiffer. Anteontem, ela disse ter gravado em janeiro uma conversa em que Adilson Silva, da agência Sá Publicidade, afirmou que a Giovanni ganharia uma licitação dos Correios.

O depoimento da empresária foi feito durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagaão Aéreo no Senado. Na ocasião, o relator Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que a Giovanni havia vencido a concorrência na semana passada. Hoje, no entanto, o presidente dos Correios informou que o processo ainda está em andamento.

“Tive oportunidade de me reunir com o senador Demóstenes Torres para explicar a ele que o que tem se falado da licitação é prematuro porque ela ainda não terminou e a principal fase [a terceira, de apresentação de preço] ainda não aconteceu”, afirmou Custódio.

Ele disse, inclusive, que a agência foi desclassificada por haver divergência entre a peça publicitária apresentada na segunda fase do processo seletivo e o que havia sido proposto anteriormente. Não fosse isso, teria ganho esta fase. Ponderou, no entanto, que a Giovanni ainda pode entrar com recurso e, caso este seja aceito, participar da apresentação do preço.

Ao ser questionado sobre a existências de cartas marcadas na licitação, o presidente dos Correios respondeu que “não se configura, pois a agência está desclassificada e ainda vai haver prazo para recurso”.

A desclassificação da Giovanni,FCB foi publicada na última segunda-feira (9) no Diário Oficial da União, segundo os Correios. A partir daí, a agência tem cinco dias para recorrer. A conta é de R$ 23 milhões.


 


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