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15 de Julho de 2007 - 14h49 - Última modificação em 15 de Julho de 2007 - 15h43


Bird não tem autoridade para falar sobre combate à corrupção no Brasil, afirma ministro da CGU

Ana Luiza Zenker
Da Agência Brasil

 
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Brasília - O relatório apresentado pelo Banco Mundial na última terça-feira (10) não pode medir se o combate à corrupção no Brasil melhorou ou não. A opinião é do controlador geral da União, ministro  Jorge Hage. Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que o estudo “não mede o combate à corrupção no Brasil nem em nenhum lugar do mundo” pelo fato de ter se baseado apenas em medidas de percepção, em opiniões de empresários de diferentes países.

“A avaliação tem que ir em cima dos instrumentos efetivamente adotados em cada país para poder dizer se o país está ou não combatendo a corrupção. Mas o Banco Mundial não faz nada disso, não mandou ninguém vir ao Brasil, não tem nenhuma autoridade para dizer se o combate à corrupção melhorou ou piorou. Eles simplesmente não conhecem nada do que nós estamos fazendo aqui”, afirmou Hage.

Para o ministro não é possível usar dados de diferentes pesquisas, baseadas em “questionários vagos, genéricos”, para classificar países e construir índices nos quais nem o Banco Mundial confia. “O próprio Bird não usa esses índices para dar ou não um financiamento, aprovar um projeto ou qualquer outra coisa”.

“Nós não aceitamos, consideramos que é um absurdo, que é ridículo pretender usar isto como conclusão avaliativa do combate à corrupção no Brasil”, afirmou. Segundo o ministro, esta é a primeira vez na história em que existe um esforço sistemático no combate à corrupção. Ele lembra o fortalecimento dos órgãos que realizam esse combate, como a Polícia Federal, o Ministério Público e a própria CGU.

Hage afirma ainda que é a eficácia desses órgãos na descoberta diária de corrupção e a divulgação na imprensa que acaba levando o público a pensar que a corrupção aumentou, quando na verdade ela já estava ali. “Estamos tirando a tampa do esgoto, rasgando o tumor, trazendo toda a sujeira à tona”, e este é apenas o primeiro passo, afirmou Jorge Hage.

O relatório agregou os dados de 33 estudos de 30 diferentes entidades de diversos países em seis componentes de um bom governo: capacidade de ser ouvido e prestação de contas, eficiência administrativa, qualidade regulatória, estado de direito, estabilidade política e ausência de violência e controle de corrupção. Entre 2005 e 2006, o Brasil só melhorou em estabilidade política e ausência de violência, em comparação com o período anterior.

 


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